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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Dia Internacional da juventude.

Desafios para as políticas de trabalho, emprego e renda na cidade de São Paulo
 Por Artur Henrique da Silva Santos
 O Dia Internacional da Juventude é celebrado na data de 12 de agosto, por resolução da Assembleia Geral da ONU. Aproveitamos a existência desse marco para fazer uma reflexão sobre os desafios para avançarmos em São Paulo na construção de uma cidade mais humana, solidária e que inclua sua juventude trabalhadora nesse processo. Nos últimos anos, a população jovem no Brasil foi a maior em números absolutos de toda história. A cidade de São Paulo refletiu essa tendência. Temos em nossa cidade 2,9 milhões de pessoas com idade entre 15 e 29 anos. O número representa 25% da população, que atualmente gira em torno dos 11,2 milhões (dados IBGE de 2013). Isso significa dizer que as políticas públicas para a juventude representam hoje mais do que a inclusão de forma específica desse segmento na agenda municipal. Trata-se de políticas que dizem respeito à vida de mais de um quarto da população.


A juventude pode ter papel central na construção de uma nova sociedade, democrática e com justiça social. Para isso, é preciso aprofundar a noção do jovem enquanto sujeitos de direitos e não mais como um híbrido entre a criança e o adulto, que necessita ser tutelado, moldado e conformado adequadamente pelas instituições aos parâmetros sociais vigentes. Para a juventude o trabalho, se exercido a partir dos pilares do trabalho decente, pode ter a função social de possibilitar sua emancipação. Tal afirmação corrobora as diferentes pesquisas que mostram que o acesso a um emprego de qualidade é uma das principais demandas da juventude. Uma cidade para as pessoas, e para a juventude, precisa cada vez mais estruturar políticas públicas de trabalho, emprego e renda que deem conta de dialogar com essa realidade.

Nesse sentido, a prefeitura de São Paulo oferece atualmente alguns programas de geração de trabalho, renda e formação profissional como, por exemplo, o Programa Bolsa Trabalho, o Programa Operação Trabalho, o Jovem SUS e o Bolsa Cursinho. Além disso, há uma série de outras políticas que não são específicas para a juventude, mas que podem ser apropriadas por ela, especialmente pela juventude periférica, para geração de renda. Um forte exemplo é a instalação dos FabLabs na periferia – porque é lá que a juventude negra, periférica, vai ter direito de acessar o que há de mais moderno em tecnologia e utilizar também para alavancar projetos inovadores que deem retorno social.

Contudo, refletindo o cenário nacional, os índices de desemprego dessa parcela da população ainda são elevados: cerca de 450 mil jovens, do total de 817 mil desempregados da cidade (PED 2015). É preciso considerar ainda que a experiência no mundo do trabalho é desigual mesmo dentre os jovens. Fatores como sexo, cor/raça, renda familiar, posição na família, escolaridade e região de moradia, tornam ainda mais explícitas as múltiplas disparidades que atingem a população juvenil. A taxa de desemprego das jovens mulheres negras chega a 23,8% enquanto dos jovens homens brancos é de 14%. Entre as jovens brancas a taxa é de 17,8% e nos jovens negros, de 17,1% (Pesquisa DIEESE – regiões metropolitanas 2013).

Avançar nas mudanças que já vem sendo feitas na cidade traduz-se, assim, em enfrentar a questão do desemprego juvenil. Temos portanto, a urgência de criação, de forma intersetorial e em diálogo com os diversos movimentos juvenis, de um grande programa público de combate ao desemprego de jovens na cidade, especialmente voltado para a juventude das periferias. A carência de postos de trabalho de qualidade e com cargas horárias que permitam conciliar trabalho e estudo também é outro problema a ser enfrentado. O aumento recente dos anos de escolaridade não foi necessariamente acompanhado por maior oferta de postos de trabalho de qualidade para a juventude. Da mesma forma, não produziu adiamento significativo do momento de ingresso no mercado de trabalho, ampliando-se a parcela dos que buscam articular trabalho e educação em suas trajetórias.

Os dados evidenciam as dificuldades em realizar esta combinação, em função das longas jornadas de trabalho, e dos longos tempos de deslocamento entre casa-trabalho-escola, o que se agrava no caso das jovens mulheres das periferias, sobre as quais ainda recai, em geral, a maior parte das responsabilidades pelos afazeres domésticos. Neste sentido, torna-se central a instituição de políticas públicas e práticas que contribuam para ampliação das chances de conciliação entre trabalho, estudos e vida familiar, como a oferta de creches públicas nos bairros e a criação de restaurantes comunitários perto dos locais de grande concentração de emprego.

O estímulo ao empreendedorismo pode ser uma saída interessante para geração de trabalho e renda para jovens, principalmente se acompanhado de medidas concretas de criação de linhas de crédito, de apoio à formalização do empreendimento e formação. Assim como dar continuidade às propostas que vão além do empreendimento individual, que envolvem o coletivo, na perspectiva da promoção da economia solidária. A segregação espacial dessa juventude também precisa ser duramente combatida. Para que a cidade seja de fato de todos e todas, é preciso garantir que os jovens possam se locomover por ela, não apenas para trabalhar e estudar, mas também para vivenciar sua cidade. O direito à cidade se traduz como uma retomada do protagonismo social na produção coletiva da cidade. Para a juventude, significa também, fortemente, o direito aos espaços públicos, aos locais de encontro e de trocas, o direito a um ritmo de vida e de uso do tempo que permitam usufruir pleno e inteiro o que a cidade oferta.

Temos a convicção de que a gestão pública deve liderar o processo de desenvolvimento que permita enfrentar esses desafios. É do poder público o papel da elaboração e implementação de políticas ativas em relação à geração de trabalho, emprego, renda, empreendedorismo e economia solidária. A participação e o diálogo social são essenciais para a definição das melhores escolhas a serem feitas. Assim, no dia internacional da juventude, reafirmamos nosso compromisso com o fortalecimento das políticas públicas que tenham os e as jovens como protagonistas e que articulem educação, trabalho e direito à cidade, sob as diretrizes de um modelo de desenvolvimento local, solidário e inclusivo.

Artur Henrique da Silva Santos é secretário municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo da cidade de São Paulo.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Se acatar pedido de CUNHA, o STF acaba com a Lava Jato.

              A JUSTIÇA NÃO PODE TER DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS.

Se acatar pedido de Eduardo Cunha, STF abrirá precedente para a ANULAÇÃO de TODAS as delações, o que para o Brasil, e para o combate à corrupção, será um enorme retrocesso.



O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), se reuniu nesta terça-feira (21/07) com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF),Ricardo Lewandowski, para tratar do pedido para suspender a ação penal em que ele foi citado por Júlio Camargo, um dos delatores do esquema de corrupção investigado na Operação Lava Jato.

Cunha e seu advogado, o ex-procurador-geral da República Antônio Fernando de Souza, reuniram-se com Lewandowski, por cerca de uma hora, para pedir agilidade na decisão. De acordo com Souza, o caso é urgente e merece uma decisão rápida, antes mesmo da manifestação do juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba.

O advogado explicou, na saída do encontro, que seu cliente entrou com pedido de reclamação contra o juiz Sérgio Moro e pede para que sejam esclarecidos alguns pontos. Antônio Fernando afirmou que o pedido quer a suspensão do processo e que sejam consideradas inválidos os atos de Moro relativos a Cunha, se referindo ao depoimento do consultor Júlio Camargo, da Toyo Setal, que falou ter recebido solicitação de propina de US$ 5 milhões do parlamentar.

"A reclamação diz respeito exclusivamente à atuação do juiz Moro no que se refere à inquirição quanto a fatos que dizem respeito ao deputado (Cunha), já que o inquérito está no Supremo Tribunal Federal (STF). E esse inquérito é o local adequado para instrução probatória. Na ação penal no Paraná ele (Cunha) não é réu. Não cabia nem ao Ministério Público solicitar a inquirição nem o juiz (Moro) tomar esse depoimento (de Júlio Camargo)", disse Antônio Fernando. "O pedido é muito claro: que se suspenda o processo e se analise os atos que são inválidos em relação ao deputado.

No pedido encaminhado a Lewandowski, Cunha pede liminar para suspender, na Justiça do Paraná, o processo que envolve contratação de navios-sonda pela Petrobras.

Em razão da ação liminar movida pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no Supremo Tribunal Federal (STF), que pede o afastamento do juiz federal Sérgio Moro da condução das investigações da Operação Lava-Jato no Paraná, o presidente do Supremo Ricardo Lewandowski pediu que o magistrado preste informações sobre as delações premiadas dos investigados.
Fonte: Época Negócios: http://epocanegocios.globo.com/Informacao/Acao/noticia/2015/07/cunha-se-reune-com-lewandowski-e-pede-suspensao-do-processo.html

Nota da Redação:  Faltou a FONTE (sic) analisar a matéria como o caso requer, portanto, ressaltamos a importância da imparcialidade do STF, pois Eduardo Cunha não é o ser supremo do Brasil, e nossa JUSTIÇA não está apenas ao seu serviço, para utiliza-la ao seu bel prazer.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Biblioteca Cora Coralina foi oficialmente inaugurada.

Imagem do post
Haddad esteve presente no ato solene.


Inaugurada com acervo inicial de mil obras, a Biblioteca Temática Feminista Cora Coralina inicia campanha de doação de livros e organiza programação de atividades. Projeto da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres e da Secretaria Municipal de Cultura, o espaço foi todo ambientado pelas mulheres da zona leste, onde está localizada a Biblioteca Cora Coralina.

Compromisso com a igualdade de gênero. O prefeito Fernando Haddad inaugurou oficialmente a Bibiloteca Temática Feminista Cora Coralina, em Guaianases, reforçando o compromisso de sua gestão com a igualdade de gênero. “Ainda tem muita gente atrasada no Brasil, há uma negação da luta das pessoas, especialmente no que se refere à perspectiva de gênero, diversidade sexual e cor da pele. Houve muita luta para se chegar até aqui e ainda não foram alcançados todos os direitos. Por isso o nosso esforço e a nossa ação para que não haja retrocessos”, discursou o prefeito. Haddad ainda fez um compromisso público e pessoal de garantir mais doações de livros sobre a temática de gênero para a biblioteca.
A Biblioteca Temática Feminista Cora Coralina é a primeira a manter um acervo específico de gênero na cidade de São Paulo. Iniciativa da Secretaria de Políticas para as Mulheres e da Secretaria de Cultura, a solenidade de abertura contou com a presença de Ana Estela Haddad, da vice-prefeita Nádia Campeão, da secretária de Autonomia Econômica da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, Tatau Godinho, dos secretários Nabil Bonduki, de Cultura e da secretária Denise Dau, de Políticas para as Mulheres, além de vários secretários municipais e especialmente das mulheres da zona leste que prestigiaram e participaram do projeto desde a ambientação da sala até a definição da programação cultural de inauguração.
Em sua fala, a secretária de SMPM, Denise Dau, apontou o esforço das Secretarias para reforma e ambientação da Biblioteca Temática Feminista, a luta das mulheres da região e a perspectiva de que seja um espaço de aprendizado, debate e de participação das mulheres. “A política de cultura tem um forte papel de inclusão e visibilidade das mulheres”. Ao final de sua fala, Denise Dau relembrou aos presentes que parte do acervo é fruto da doação de familiares de Rosangela Rigo, importante militante feminista, integrante da equipe da Secretaria de Política para as Mulheres da Presidência da República, falecida há poucos meses. Como homenagem à sua trajetória, foi criado um selo específico, o Selo Rosangela Rigo para as obras advindas de seu acervo pessoal.
Este acervo é uma oportunidade de problematizar o tema das mulheres na nossa sociedade e uma possibilidade enorme de poder atuar na modificação de costumes e mentalidades”, afirmou o secretário Nabil Bonduki (Cultura).
Tatau Godinho, da SPM/PR, reforçou a importância da construção de um espaço feminista em uma biblioteca, e destacou o movimento de mulheres da zona leste como parte da construção da força feminina da cidade de São Paulo. “É importante aprender com as mulheres do passado para avançarmos no futuro”.
O formato em que ocorreu a inauguração marcou a Biblioteca Temática Feminista como um espaço cultural para além dos livros. A programação de inauguração começou ao meio-dia com uma apresentação da poeta Tula Pilar, ex-moradora de rua. Na sequência, apresentaram-se as rappers Amanda Negrasim, Yzaú e Sharylaine. O encerramento aconteceu com o Sarau do Coletivo Juntas na Luta, que combina música, dança e poesia.
A proposta é que as mulheres se apoderem deste espaço cotidianamente, com rodas de conversa, oficinas e apresentações regulares.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Jornalista revela que Aécio Neves é a Estrela Política na Lava Jato.

                            BOATO OU VERDADE?

Aécio Neves, segundo Boechat, seria a principal estrela da oposição, envolvido até os dentes na LAVA JATO.
Se for verdade, como um jornalista da REDE GLOBO consegue acesso à informações sigilosas, que corre, pelo menos para a ala direitosa da política, em ¨segredo de Justiça¨? Pois todos sabemos que, até agora, tem vazado APENAS, notícias prejudiciais aos DOIS políticos do PT, enquanto há pelo menos 49 envolvidos, incluindo diversos figurões. Isso por si só, explicaria a NECESSIDADE e o empenho a um GOLPE, e novas eleições.
De quebra, as notícias que chegam é de que, acontecendo o Impeachment de Dilma, haveriam novas eleições, fato que jogaria para o limbo do ESQUECIMENTO, todas as investigações feitas até agora, salvando MUITOS E MUITOS destes FIGURÕES da degola e da MORTE POLÍTICA.
Notadamente, este fato animou parte da ¨base aliada¨ a imbuir-se no GOLPISMO, pura e simplesmente, para salvarem a pele, acreditando no ARQUIVAMENTO e ENGAVETAMENTO DAS INVESTIGAÇÕES.
Com o andar da carruagem, saberemos com exatidão o tamanho da crise política, e todos poderão decifrar os motivos que levaram uma gama enorme das elites, principalmente nas áreas da jurisprudência, da comunicação e da política Brasileira, a promover o APEDREJAMENTO PÚBLICO E A DEMONIZAÇÃO DO GOVERNO E DO PT.
Na verdade, todo e qualquer tipo de golpismo nunca é gratuito e, logo toda a sociedade saberá pautar os motivos reais que levaram tanta gente a ATENTAR VIOLENTAMENTE CONTRA A DEMOCRACIA, E O ESTADO DE DIREITO.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Crise Brasileira é ascentuada pela oposição e pelo PIG.



Houve uma crise generalizada a exatos 25 anos atrás, e o Brasil estava pior que a Grécia, no fundo do poço. O Governo COLLOR que sucedeu SARNEY, deixou todos nós, com cinquentinha no bolso. Nós sobrevivemos.

Estamos em 2015, e vemos a fabricação de uma crise, que o capeta começou a alimentar em 2012, quando estávamos no ápice de nosso desenvolvimento. Lá começavam os ataques desestabilizadores à nossa economia e ao Governo, por um grupo do MAL que envolve a grande mídia aberta, conglomerados corporativistas, interesses individuais, partidos políticos de direita, e todos, movidos pela ganância de poder e sentimento de inveja, do enorme sucesso que fazia o Brasil, diante do planeta.

Três anos depois, em suas páginas na internet, hávidas pelo sangue dos Petistas, a corrente do MAL não para...e persistem os ataques maldosos e maliciosos oportunistas, que carregam uma falça moral de ocasião. Entitulam-se os salvadores da pátria....porém, são eles, exatamente ELES, que ascentuam os resultados da grande crise mundial sobre nosso chão...ajudam com seus boatos a inibir o investimento na PRODUÇÃO, afugentam capitais voltados a empregabilidade, e ao dinamismo de nossa economia no campo, na indústria e no comércio.

Não me surpreenderia se este escrete malígno, fosse o responsável, atravéz de Maria Marin, detento na SUIÇA, pela derrota de nossa seleção canarinho por 7 X 1 diante da Alemanha, apenas para impedir que Dilma vencesse em 2014.

Contra esta onda de difamações, ódios, boatarias, e todo o GOLPISMO, temos a força do Brasileiro que, mesmo deixado por Collor e Zélia, com apenas ¨cinquentinha no bolso¨, deu a volta por cima e colocou nosso país, entre os SETE maiores do mundo.


#FolhaPopulardoBrasil #ForaFolpistas #NãoPassarão #RedeDilma #DevolveGilmar #ReformaPolíticaJá

terça-feira, 16 de junho de 2015

Novo Projeto para levantar a Previdência e garantir aposentadoria com qualidade para o Trabalhador Brasileiro.


Aposentar com qualidade é um direito dos trabalhadores. E estes direitos o PT em sua síntese, jamais será contrário, em quaisquer circunstâncias.

Por isso, o novo suplemento fiscal ( imposto ) sobre a soja a ser exportada, projeto denominado E-SOJA, virá para garantir arrecadação suficiente, para a Previdência arcar com todos os custos dos milhões de novos aposentados que os ¨ESPECIALISTAS¨ alegam que teremos até o ano de 2090.

Segundo estes pensadores arcaicos, o aumento da expectativa de vida do trabalhador Brasileiro é uma afronta ao sistema previdenciário...e deixa transparecer que torcem para que vivamos menos...

MAS...de forma inteligente, Lula, o PT e sua base aliada conseguiu derrubar o FP ( Fator Previdenciário ) criado por FHC e, agora, falta apenas aprovar o E-SOJA, e garantir definitivamente, uma vida melhor aos aposentados de todo o BRASIL... Dá-lhe LULA...

#FolhaPopulardoBrasil #HaddadTranquilão #DevolveGilmar #CUT #UNE #ABA #MPF #CTB #IBOVESPA #MTST #MST #RedeDilma #Haddad2016

Links Relacionados:

1)
http://g1.globo.com/economia/noticia/2015/06/centrais-pedem-para-dilma-nao-vetar-mudanca-no-fator-previdenciario.html

2)

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2015/05/1628932-dilma-vai-negociar-nova-formula-de-aposentadoria-para-manter-veto.shtml

3)

http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2015/06/15/interna_politica,658169/ultima-cartada-antes-do-veto.shtml

4)

http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/politica/2015/06/14/interna_politica,581134/governo-tenta-evitar-custo-de-veto-ao-fim-do-fator-previdenciario.shtml

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Fest Car Auto Peças, em Cidade Tiradentes

 O lugar certo para você comprar todo e qualquer tipo de peças para o seu veiculo, nacional ou importado. Na FEST CAR você vai encontrar além do melhor preço, um excelente atendimento. Fique de olho, na hora de comprar, FEST CAR é a sua melhor opção.

Cidade Tiradentes avança na gestão de Fernando Haddad.

Zelando pelo bairro

Prefeitura intensifica ações de melhoria


Cidade Tiradentes vem recebendo investimentos em diversas áreas. Os parques do Rodeio, da Ciência e da Consciência Negra, por exemplo, receberam nova iluminação. A Avenida dos Metalúrgicos ganhou 1.196 pontos de luz específica para pedestres, tornando mais segura a circulação pela via.

O prefeito tem acompanhado de perto as intervenções. Em maio, ele vistoriou a nova iluminação do Parque do Rodeio e, em seguida, conheceu as instalações da Associação de Moradores Santa Etelvina (Acetel), para avaliar a possibilidade de instalação de equipamentos públicos de saúde, esporte e cultura no terreno, que pertence à Administração Municipal.

Ecoponto

O prefeito também visitou o ecoponto Setor G instalado na Rua Alfonso Asturaro. O equipamento tem capacidade para receber mensalmente 600 metros cúbicos de resíduos da construção civil e grandes objetos como móveis e restos de poda de árvores, além de recicláveis como papel, papelão, plásticos, vidros e metais, que são enviados para centrais de triagem.

Escolas

Ainda em maio, o prefeito inaugurou a Escola Municipal de Educação Infantil Cidade Tiradentes II, que atende 240 crianças entre 4 e 5 anos.

A nova unidade faz parte de um plano de expansão da rede municipal de educação, que tem mais de 140 obras em andamento em toda a cidade. Em Cidade Tiradentes, uma nova creche será inaugurada em breve. E está previsto também um novo CEU (Centro de Educação Unificado) no distrito.

Pombas Urbanas lança o Projeto ¨Cooperativa de Artistas¨ com muito sucesso.



Com muita festa, acontece o lançamento da Cooperativa de Artistas. Veja o vídeo do evento:




Agenda de Mostra Artística, confira!!!


segunda-feira, 11 de maio de 2015

Liquigás Tiradentes e Comerciantes locais declaram guerra ao Aedes Aegypt


   Vem ai o 2º Concurso de Redação da Folha Popular do Brasil e, devido a gravidade, o tema será novamente o ¨Combate à Dengue¨. A ideia é criar mutirões em todas as ruas do conjunto habitacional Cidade Tiradentes - Zona Leste de São Paulo, envolvendo as crianças, jovens e adolescentes em uma ação cidadã, capaz de articular toda a comunidade no combate ao Aedes Aegypt, erradicando de vez o mosquito transmissor de nossa região.

     As três redações vencedoras serão premiadas com Notebooks e Tablets.
Toda a verba investida no projeto virá da Liquigás Tiradentes e anunciantes da Folha Popular do Brasil.  O evento está programado para acontecer em Outubro deste ano no CEU Inácio Monteiro, em data a ser definida pelos apoiadores e organizadores, mas as ações já começaram e a divulgação será desencadeada a partir desta edição de Junho, com panfletos, publicidade sonora, pela internet e nas escolas da rede pública municipal.
    Para concorrer, os interessados deverão enviar suas redações para o email: editorial.folhapopular@hotmail.com

na foto em destaque, Waldir Júnir premia Emily Hanney, ganhadora da 1ª edição do Concurso.
 
 

Tributo às mulheres.

                    Não há nada mais gostoso e gratificante, que promover um evento direcionado às mulheres, justamente no melhor dia para elas, o Dia das Mães. Foi assim que o Jornal Folha Popular, o Coletivo Espaço S&A e a União Mercantil de Cidade Tiradentes, com o precioso apoio do CEU Água Azul, CEU Inácio Monteiro, DRE Guaianases, SubPrefeitura de Cidade Tiradentes e os Comerciantes locais, promoveram esta festa para todas elas.

     De início o cantor e compositor Tazzy, comerciante local de comunicação, editor do Jornal Conversa Brasil cantou sua nova canção ¨O Verde a Gente Planta¨e o Instituto Pombas Urbanas apresentou a peça TRÊS MARIAS, logo em seguida, tivemos a apresentação da Associação de capoeira Raiz de Itabuna, com o mestre Silva no comando. O professor Roger, primo do pelé, tocou uma festa de Nostalgia e Samba Rock, envolvendo as mães, que se divertiram bastante. Um Buffet para a descontração e logo começou o sorteio de muitos prêmios e presentes às mães.

     Destaques para a apresentação do Instituto La Femme, que além de embelezar as mães com cortes de cabelo, fazer as unhas e maquiar as mamães, ainda sortearam 6 dentre elas, que terão ¨Um dia de rainha¨, na sede do Instituto. Aconteceu também uma especial orientação sobre moradia, com a Torre de SanGregório, em parceria com a Gil Imóveis, aRiz-Odonto também participou com orientação de higiene bucal e distribuiu escovas e pasta de dentes a todos(as). O Banco CONFIA levou orientação a respeito de micro-empreendedorismo, o Dr Edson, da ESCAP Advocacia, ministrou assessoria Jurídica Gratuita aos presentes e A FISK Tiradentes distribuiu bolsas de Estudos.

     O ponto alto do evento foi sem dúvidas a apresentação dos Mcs Cauê e Léo, filhos do guerreiro e amigo Beto Brasil. E a brilhante palestra de SôniaSonia Sampaio, que levou ao público presente noções de política, cidadania e desenvolvimento, por um Brasil para Todos os Brasileiros.

 As guerreiras na área social: GCM Benta, Geralda MarfisaDivani Andrade Lurdinha do Presépio, Lia Moura, Ângela Maria Moura, Vereadora Juliana Cardoso e Roberta Santos receberam o prêmio ¨Mulheres Empreendedoras da Área Social - Edição 2015¨e as executivas a frente do comércio local: Patrícia; Priscila; Dona Cida; Valquíria; Dona Dallas; Dona Júlia; Dona Nice e Leila Costa, receberam o prêmio ¨Mulheres Empreendedoras na Área Empresarial.


A Ótica Inajá, efetuou testes visuais gratuitos e todos os comerciantes locais, abaixo relacionados, levaram presentes para serem sorteados entre as mamães:


 São eles:
     Academia Nova Geração ; Requinte Pizzaria; Banco Confia; Ótica Inajá; Espere Um Pouco Pizzaria; ADCON Assessoria Contábil; MPG Prime Gráfica; Ótica Especializada Kiyoto; Pão e Cia; Nova Adega; Escap Assessoria; Mega Esfiha; Avícola Santa Etelvina; RP Disk Água; Moto Peças Dinho; Micro Byte; RBM Casa dos Fogões; Lecell - Assistência Técnica Cidade Tiradentes Depósito da Lingerie Estouro Center Carnes; Salão de Beleza Novo Estilo;


    Confeitaria fofucho Artigos Religiosos Menino Caçador; Street Store; JRS Contabilidade; Mercado Castilho; Ponto Leal Alimentos; Codeven Bikes; Junior Tiradentes Fisk Tiradentes Liquigás Tiradentes; Drogaria Farma Lima; Kid Stok Artigos Infantis; Set Light Gráfica e Copiadora; Game Box; Tico Tatto; RM Suplementos - São PauloRiz-Odonto Clínicas Odontológicas; Central 65 Utilidades Domésticas; Pizzaria Castelo e M&J Cartuchos

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Um jogo de cartas marcadas na Câmara no Bairro, em Cidade Tiradentes, Zona Leste de São Paulo - SP

  Uma iniciativa importantíssima deixou de ser aproveitada na edição Câmara no Bairro, ocorrida em Cidade Tiradentes, nas dependências do CEU Inácio Monteiro. Certamente os vereadores do Município de São Paulo vieram para ouvir os moradores e líderes do bairro, certo? ERRADO.


 dentre os palestrantes, poucos eram de fato, ou realmente são reconhecidos como lideranças do distrito e, no entanto, foram escolhidos 30, entre 54 inscritos, para falarem na tribuna. Apenas aqueles que por algum interesse já defendem este, ou aquele parlamentar, foram escolhidos para   encaminhar propostas e reivindicações, provavelmente aquelas previamente acordadas entre as partes. Que pena.


Vários verdadeiros  líderes ali presentes ficaram sem voz, sem encaminhar suas demandas e, o que se viu, foi um atropelo à democracia, em forma de ¨babação¨ de ovos, ora para um, ora para outro parlamentar, principalmente entre aqueles que dominam o poder local.
  Muitos projetos importantes e de fato úteis à população não foram ouvidos e, desta forma, este jogo de cartas marcadas decepcionou, lamentavelmente.

“Redução da maioridade penal não vai diminuir criminalidade”


Com a participação de mais de 300 pessoas e comoventes depoimentos de adolescentes, a Comissão Extraordinária de Defesa dos Direitos da Criança, Adolescente e Juventude da Câmara Municipal, presidida pela vereadora Juliana Cardoso (PT), realizou nesta terça-feira, dia 28, audiência pública contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC 171/93) aprovada na semana passada na Câmara dos Deputados e que altera a Constituição Federal ao permitir a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos.
                                                                                            

Na abertura da audiência, o magistrado da Associação dos Juízes para a Democracia, Luiz Fernando Vidal, enfatizou que a redução da maioridade não vai resolver a questão da segurança pública e classificou a proposta como hipocrisia. “O Estado não dá conta de oferecer educação e emprego, mas quer punir os menores”, disse. “Os mesmos parlamentares que aprovaram a transição do Estatuto da Juventude, agora querem tratar os adolescentes como criminosos”.

Após chamar a atenção para o aspecto jurídico, pois a proposta de redução da maioridade é cláusula pétrea da Constituição Federal, o juiz também criticou a proposta do governo do Estado de aumentar o tempo de permanência dos jovens de três para oito anos. “Desafio qualquer esfera do poder a sustentar esse argumento, que não leva a nada e apenas mostra a face autoritária do Estado”.

A Fundação Casa (ex-Febem) foi alvo de duras críticas do adolescente Gabriel Belucci. “Lá vale a lei do mais forte, a lei da porrada e não existe ambiente nem programas para recuperar e ressocializar os internos. O jovem que cometeu delito deve pagar pelo que fez, mas tem que aprender porque errou”, comentou. “O jovem da periferia está esquecido. Se a redução passar para 16, o tráfico vai recrutar menores de 14 e depois de 12 anos”.

ESPAÇO PARA 12 COM 70 DETENTOS – Em seu pronunciamento, o padre Valdir João Silveira, da Pastoral Carcerária, apresentou dados sobre o sistema prisional no Brasil para sustentar que o sistema carcerário não consegue a

reintegração social. “O trabalho oferecido não se encaixa ao mercado de trabalho, os detentos não têm assistência jurídica, a alimentação é precária e obriga a ser levada por familiares, não existem médicos e nem remédios e quem reclama vai para o isolamento”, revelou. “No espaço para 12 abrigam 70 detentos. Nessas condições, como reintegrar os presos na sociedade? Cerca de 43% dos presos são provisórios, ou seja, aguardam julgamento”.

Já o aluno de Ciências Sociais da Unifesp, Juan Plassaras, trouxe outros dados sobre o sistema prisional. “O Brasil já tem a terceira maior população carcerária do mundo com 711 mil detentos. Dos 20 milhões de jovens, apenas 20 mil (00,9%) são de adolescentes em situação de conflito”, afirmou. “De acordo com o Ministério Público o menor custa R$ 10 mil por mês na Fundação Casa, enquanto um adulto na prisão custa R$ 1.300/mês”.

Logo após as intervenções do público, coube ao grupo musical Timba-Lata encerrar o encontro. “Essa apresentação mostra a importância de políticas públicas para a juventude, com projetos de cultura, lazer e esporte”, disse a vereadora Juliana Cardoso. Ela também apresentou os encaminhamentos. “Vamos submeter a apreciação dos vereadores da Comissão a elaboração de uma moção aos senadores e uma caravana ao Congresso Nacional em Brasília”, disse.

Os participantes ainda decidiram os próximos passos do movimento como uma caminhada em São Mateus dia 11 de maio e uma audiência pública regional agendada para o dia 22 de maio em Cidade Tiradentes, esta última atividade a ser aprovada pelos vereadores da Comissão.

Crédito das Fotos: Gute Garbelotto / CMSP

Assessoria de Imprensa

Vereadora Juliana Cardoso

André Kuchar (MTb 15.513)

Telefones 3396-4315 e 3396-4351 Site: www.julianacardosopt.com.br e www.twiter.com/julianapt


terça-feira, 28 de abril de 2015

Participe do 7º prêmio CET de educação de trânsito

Inscreva-se a partir de 18 de março

Teatro na Cidade Tiradentes, no CEU Inácio Monteiro


Eleições - Conselhos Regionais de Meio Ambiente Desenvolvimento Sustentável e Cultura de Paz em Cidade Tiradentes


Cidade Tiradentes realiza a 1ª Semana do Bebê

Evento terá rodas de conversa, oficinas, debates e atividades artísticas relacionadas à situação social da criança em São Paulo

Por Cecília Figueiredo

Entre os dias 24 e 30 de abril, a Coordenadoria Regional de Saúde Leste (CRS Leste), por meio da Supervisão Técnica de Saúde Cidade Tiradentes, promove a 1ª Semana do Bebê de São Paulo. O evento será aberto no dia 24, às 10h, no Centro de Formação Cultural de Cidade Tiradentes. Na programação - parte do movimento em favor da garantia de direitos pela primeira infância (de zero a 6 anos de idade) e realizado em várias cidades do Brasil -, haverá atividades nas áreas de saúde, educação e assistência social em rodas de conversa, oficinas, debates e atividades artísticas.

A Semana do Bebê é parte das iniciativas da Plataforma dos Centros Urbanos. O programa é desenvolvido em Cidade Tiradentes – área prioritária em razão de suas desigualdades sociais - pela Prefeitura de São Paulo, Unicef e Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA). À escolha do bairro soma-se a necessidade de garantir os direitos das crianças e dos adolescentes em toda a cidade.

A abertura contará com a presença de Ana Estela Haddad, coordenadora do Programa São Paulo Carinhosa da Prefeitura de São Paulo; Eduardo Suplicy, secretário Municipal de Direitos Humanos e Cidadania; Silvio Kaloustian, coordenador do Escritório do UNICEF para os estados de São Paulo e Minas Gerais e Flariston Francisco da Silva, coordenador de Políticas para Crianças e Adolescentes da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo.

Participarão da 1ª Semana do Bebê o Programa São Paulo Carinhosa, da Prefeitura de São Paulo; a Atenção Primária à Saúde Santa Marcelina, o Centro de Formação Cultural de Cidade Tiradentes, o Coletivo Cultural Alvorada, o Fundão Diálogos, o Instituto Pombas Urbanas e o Núcleo de Apoio à Saúde da Família da região.



Revisão da Lei de Zoneamento teve três subprefeituras no CEU Água Azul

Cada subprefeitura fez uma oficina específica; na foto, a oficina de Cidade Tiradentes
Além dos moradores de Cidade Tiradentes, moradores de São Mateus e de Guaianases puderam contribuir com a revisão da Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo

O encontro teve início com uma plenária das três subprefeituras: São Mateus, Guaianases e Cidade Tiradentes 
Além dos moradores de Cidade Tiradentes, moradores de São Mateus e de Guaianases puderam contribuir com a revisão da Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo

Depois da análise e sistematização de mais de 8 mil contribuições e de diversos pedidos de aprofundamento do debate sobre a revisão da Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo (LPUOS), a Prefeitura de São Paulo vem realizando Diálogos Macro regionais por Subprefeitura.

O objetivo das atividades é dialogar com a população sobre o que foi incorporado ao texto no decorrer do processo participativo, que vem sendo realizado desde agosto do ano passado.

O último Diálogo ocorreu no sábado 18 de abril, no CEU Água Azul, em Cidade Tiradentes, e reuniu moradores da região da própria subprefeitura local, além de São Mateus e Guaianases. Os participantes tiveram oportunidade de conhecer as mudanças propostas para o novo zoneamento da região específica onde vivem, e também tiveram uma visão global do que está sendo proposto para a cidade como um todo.

Guerra contra a dengue, em Cidade Tiradentes


Ações do Governo Local acompanham mobilização nacional contra a doença

Ação inclui limpeza dos pontos viciados de lixo, que também servem de criadouro para o mosquito

Todos os dias, dezenas de agentes da Prefeitura de São Paulo saem a campo para combater e prevenir a dengue e a febre chikungunya, hoje os principais inimigos públicos da cidade.

Transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti, essas doenças vêm afetando uma quantidade maior de pessoas este ano, com mais de oito mil casos confirmados de dengue apenas na capital paulista no primeiro trimestre de 2015, contra cerca de três mil no mesmo período de 2014. No Estado, o número de casos chega a 167 mil. Em âmbito nacional, o total de doentes passou de 135 mil para 460 mil.

Em São Paulo, o surto de dengue pode ser explicado pela crise hídrica que vem afetando principalmente o Sudeste do país – com o aumento do armazenamento inadequado de água – e pela elevação da temperatura global, já que o Aedes Aegypti não gosta de frio.

Para combater a doença, a Prefeitura de São Paulo vem intensificando as operações de combate e prevenção. Em Cidade Tiradentes, dezenas de profissionais de saúde, com o apoio dos demais setores da Subprefeitura, vêm desenvolvendo, cotidianamente, ações de combate.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

A Vingança de Gaia


Artigo de renomado cientista. Suas previsões, a seca pelo planeta, as mudanças climáticas e a sustentabilidade em que acredita. O artigo de Lovelock nos remete a um questionamento, haveria tempo de uma saída sustentável de desenvolvimento para conservar a humanidade nos moldes que a conhecemos.

Para Lovelock, não!!!Para o cientista James Lovelock, aquecimento global é inevitável e 6 bilhões de pessoas vão morrer.

Aos 88 anos, depois de quatro filhos e uma carreira longa e respeitada como um dos cientistas mais influentes do século 20, James Lovelock chegou a uma conclusão desconcertante: a raça humana está condenada. "Gostaria de ser mais esperançoso", ele me diz em uma manhã ensolarada enquanto caminhamos em um parque em Oslo (Noruega), onde o estudioso fará uma palestra em uma universidade. Lovelock é baixinho, invariavelmente educado, com cabelo branco e óculos redondos que lhe dão ares de coruja. Seus passos são gingados; sua mente, vívida; seus modos, tudo menos pessimistas. Aliás, a chegada dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse - guerra, fome, pestilência e morte - parece deixá-lo animado. "Será uma época sombria", reconhece. "Mas, para quem sobreviver, desconfio que vá ser bem emocionante."

Na visão de Lovelock, até 2020, secas e outros extremos climáticos serão lugar-comum. Até 2040, o Saara vai invadir a Europa, e Berlim será tão quente quanto Bagdá. Atlanta acabará se transformando em uma selva de trepadeiras kudzu. Phoenix se tornará um lugar inabitável, assim como partes de Beijing (deserto), Miami (elevação do nível do mar) e Londres (enchentes). A falta de alimentos fará com que milhões de pessoas se dirijam para o norte, elevando as tensões políticas. "Os chineses não terão para onde ir além da Sibéria", sentencia Lovelock. "O que os russos vão achar disso? Sinto que uma guerra entre a Rússia e a China seja inevitável." Com as dificuldades de sobrevivência e as migrações em massa, virão as epidemias. Até 2100, a população da Terra encolherá dos atuais 6,6 bilhões de habitantes para cerca de 500 milhões, sendo que a maior parte dos sobreviventes habitará altas latitudes - Canadá, Islândia, Escandinávia, Bacia Ártica.

Até o final do século, segundo o cientista, o aquecimento global fará com que zonas de temperatura como a América do Norte e a Europa se aqueçam quase 8 graus Celsius - quase o dobro das previsões mais prováveis do relatório mais recente do Painel Intergovernamental sobre a Mudança Climática, a organização sancionada pela ONU que inclui os principais cientistas do mundo. "Nosso futuro", Lovelock escreveu, "é como o dos passageiros em um barquinho de passeio navegando tranqüilamente sobre as cataratas do Niagara, sem saber que os motores em breve sofrerão pane". E trocar as lâmpadas de casa por aquelas que economizam energia não vai nos salvar. Para Lovelock, diminuir a poluição dos gases responsáveis pelo efeito estufa não vai fazer muita diferença a esta altura, e boa parte do que é considerado desenvolvimento sustentável não passa de um truque para tirar proveito do desastre. "Verde", ele me diz, só meio de piada, "é a cor do mofo e da corrupção."

Se tais previsões saíssem da boca de qualquer outra pessoa, daria para rir delas como se fossem devaneios. Mas não é tão fácil assim descartar as idéias de Lovelock. Na posição de inventor, ele criou um aparelho que ajudou a detectar o buraco crescente na camada de ozônio e que deu início ao movimento ambientalista da década de 1970. E, na posição de cientista, apresentou a teoria revolucionária conhecida como Gaia - a idéia de que nosso planeta é um superorganismo que, de certa maneira, está "vivo". Essa visão hoje serve como base a praticamente toda a ciência climática. Lynn Margulis, bióloga pioneira na Universidade de Massachusetts (Estados Unidos), diz que ele é "uma das mentes científicas mais inovadoras e rebeldes da atualidade". Richard Branson, empresário britânico, afirma que Lovelock o inspirou a gastar bilhões de dólares para lutar contra o aquecimento global. "Jim é um cientista brilhante que já esteve certo a respeito de muitas coisas no passado", diz Branson. E completa: "Se ele se sente pessimista a respeito do futuro, é importante para a humanidade prestar atenção."

Lovelock sabe que prever o fim da civilização não é uma ciência exata. "Posso estar errado a respeito de tudo isso", ele admite. "O problema é que todos os cientistas bem intencionados que argumentam que não estamos sujeitos a nenhum perigo iminente baseiam suas previsões em modelos de computador. Eu me baseio no que realmente está acontecendo."

Quando você se aproxima da casa de Lovelock em Devon, uma área rural no sudoeste da Inglaterra, a placa no portão de metal diz, claramente: "Estação Experimental de Coombe Mill. Local de um novo hábitat. Por favor, não entre nem incomode".

Depois de percorrer algumas centenas de metros em uma alameda estreita, ao lado de um moinho antigo, fica uma casinha branca com telhado de ardósia onde Lovelock mora com a segunda mulher, Sandy, uma norte-americana, e seu filho mais novo, John, de 51 anos e que tem incapacidade leve. É um cenário digno de conto de fadas, cercado de 14 hectares de bosques, sem hortas nem jardins com planejamento paisagístico. Parcialmente escondida no bosque fica uma estátua em tamanho natural de Gaia, a deusa grega da Terra, em homenagem à qual James Lovelock batizou sua teoria inovadora.

A maior parte dos cientistas trabalha às margens do conhecimento humano, adicionando, aos poucos, nova informações para a nossa compreensão do mundo. Lovelock é um dos poucos cujas idéias fomentaram, além da revolução científica, também a espiritual. "Os futuros historiadores da ciência considerarão Lovelock como o homem que inspirou uma mudança digna de Copérnico na maneira como nos enxergamos no mundo", prevê Tim Lenton, pesquisador de clima na Universidade de East Anglia, na Inglaterra. Antes de Lovelock aparecer, a Terra era considerada pouco mais do que um pedaço de pedra aconchegante que dava voltas em torno do Sol. De acordo com a sabedoria em voga, a vida evoluiu aqui porque as condições eram adequadas: não muito quente nem muito frio, muita água. De algum modo, as bactérias se transformaram em organismos multicelulares, os peixes saíram do mar e, pouco tempo depois, surgiu Britney Spears.

Na década de 1970, Lovelock virou essa idéia de cabeça para baixo com uma simples pergunta: Por que a Terra é diferente de Marte e de Vênus, onde a atmosfera é tóxica para a vida? Em um arroubo de inspiração, ele compreendeu que nossa atmosfera não foi criada por eventos geológicos aleatórios, mas sim devido à efusão de tudo que já respirou, cresceu e apodreceu. Nosso ar "não é meramente um produto biológico", James Lovelock escreveu. "É mais provável que seja uma construção biológica: uma extensão de um sistema vivo feito para manter um ambiente específico." De acordo com a teoria de Gaia, a vida é participante ativa que ajuda a criar exatamente as condições que a sustentam. É uma bela idéia: a vida que sustenta a vida. Também estava bem em sintonia com o tom pós-hippie dos anos 70. Lovelock foi rapidamente adotado como guru espiritual, o homem que matou Deus e colocou o planeta no centro da experiência religiosa da Nova Era. O maior erro de sua carreira, aliás, não foi afirmar que o céu estava caindo, mas deixar de perceber que estava. Em 1973, depois de ser o primeiro a descobrir que os clorofluocarbonetos (CFCs), um produto químico industrial, tinham poluído a atmosfera, Lovelock declarou que a acumulação de CFCs "não apresentava perigo concebível". De fato, os CFCs não eram tóxicos para a respiração, mas estavam abrindo um buraco na camada de ozônio. Lovelock rapidamente revisou sua opinião, chamando aquilo de "uma das minhas maiores bolas fora", mas o erro pode ter lhe custado um prêmio Nobel.

No início, ele também não considerou o aquecimento global como uma ameaça urgente ao planeta. "Gaia é uma vagabunda durona", ele explica com freqüência, tomando emprestada uma frase cunhada por um colega. Mas, há alguns anos, preocupado com o derretimento acelerado do gelo no Ártico e com outras mudanças relacionadas ao clima, ele se convenceu de que o sistema de piloto automático de Gaia está seriamente desregulado, tirado dos trilhos pela poluição e pelo desmatamento. Lovelock acredita que o planeta vai recuperar seu equilíbrio sozinho, mesmo que demore milhões de anos. Mas o que realmente está em risco é a civilização. "É bem possível considerar seriamente as mudanças climáticas como uma resposta do sistema que tem como objetivo se livrar de uma espécie irritante: nós, os seres humanos", Lovelock me diz no pequeno escritório que montou em sua casa. "Ou pelo menos fazer com que diminua de tamanho."

Se você digitar "gaia" e "religion" no Google, vai obter 2,36 milhões de páginas - praticantes de wicca, viajantes espirituais, massagistas e curandeiros sexuais, todos inspirados pela visão de Lovelock a respeito do planeta. Mas se você perguntar a ele sobre cultos pagãos, ele responde com uma careta: não tem interesse na espiritualidade desmiolada nem na religião organizada, principalmente quando coloca a existência humana acima de tudo o mais. Em Oxford, certa vez ele se levantou e repreendeu Madre Teresa por pedir à platéia que cuidasse dos pobres e "deixasse que Deus tomasse conta da Terra". Como Lovelock explicou a ela, "se nós, as pessoas, não respeitarmos a Terra e não tomarmos conta dela, podemos ter certeza de que ela, no papel de Gaia, vai tomar conta de nós e, se necessário for, vai nos eliminar".

Gaia oferece uma visão cheia de esperança a respeito de como o mundo funciona. Afinal de contas, se a Terra é mais do que uma simples pedra que gira ao redor do sol, se é um superorganismo que pode evoluir, isso significa que existe certa quantidade de perdão embutida em nosso mundo - e essa é uma conclusão que vai irritar profundamente estudiosos de biologia e neodarwinistas de absolutamente todas as origens.

Para Lovelock, essa é uma idéia reconfortante. Considere a pequena propriedade que ele tem em Devon. Quando ele comprou o terreno, há 30 anos, era rodeada por campos aparados por mil anos de ovelhas pastando. E ele se empenhou em devolver a seus 14 hectares um caráter mais próximo do natural. Depois de consultar um engenheiro florestal, plantou 20 mil árvores - amieiros, carvalhos, pinheiros. Infelizmente, plantou muitas delas próximas demais, e em fileiras. Agora, as árvores estão com cerca de 12 metros de altura, mas em vez de ter ar "natural", partes do terreno dele parecem simplesmente um projeto de reflorestamento mal executado. "Meti os pés pelas mãos", Lovelock diz com um sorriso enquanto caminhamos no bosque. "Mas, com o passar dos anos, Gaia vai dar um jeito."

Até pouco tempo atrás, Lovelock achava que o aquecimento global seria como sua floresta meia-boca - algo que o planeta seria capaz de corrigir. Então, em 2004, Richard Betts, amigo de Lovelock e pesquisador no Centro Hadley para as Mudanças Climáticas - o principal instituto climático da Inglaterra -, convidou-o para dar uma passada lá e bater um papo com os cientistas. Lovelock fez reunião atrás de reunião, ouvindo os dados mais recentes a respeito do gelo derretido nos pólos, das florestas tropicais cada vez menores, do ciclo de carbono nos oceanos. "Foi apavorante", conta.

"Mostraram para nós cinco cenas separadas de respostas positivas em climas regionais - polar, glacial, floresta boreal, floresta tropical e oceanos -, mas parecia que ninguém estava trabalhando nas conseqüências relativas ao planeta como um todo." Segundo ele, o tom usado pelos cientistas para falar das mudanças que testemunharam foi igualmente de arrepiar: "Parecia que estavam discutindo algum planeta distante ou um universo-modelo, em vez do lugar em que todos nós, a humanidade, vivemos".

Quando Lovelock estava voltando para casa em seu carro naquela noite, a compreensão lhe veio. A capacidade de adaptação do sistema se perdera. O perdão fora exaurido. "O sistema todo", concluiu, "está em modo de falha." Algumas semanas depois, ele começou a trabalhar em seu livro mais pessimista, A Vingança de Gaia, publicado no Brasil em 2006. Na sua visão, as falhas nos modelos climáticos computadorizados são dolorosamente aparentes. Tome como exemplo a incerteza relativa à projeção do nível do mar: o IPCC, o painel da ONU sobre mudanças climáticas, estima que o aquecimento global vá fazer com que a temperatura média da Terra aumente até 6,4 graus Celsius até 2100. Isso fará com que geleiras em terra firme derretam e que o mar se expanda, dando lugar à elevação máxima do nível de mar de apenas pouco menos de 60 centímetros. A Groenlândia, de acordo com os modelos do IPCC, demorará mil anos para derreter.

Mas evidências do mundo real sugerem que as estimativas do IPCC são conservadoras demais. Para começo de conversa, os cientistas sabem, devido aos registros geológicos, que há 3 milhões de anos, quando as temperaturas subiram cinco graus acima dos níveis atuais, os mares subiram não 60 centímetros, mas 24 metros. Além do mais, medidas feitas por satélite recentemente indicam que o Ártico está derretendo com tanta rapidez que a região pode ficar totalmente sem gelo até 2030. "Quem elabora os modelos não tem a menor noção sobre derretimento de placas de gelo", desdenha o estudioso, sem sorrir.

Mas não é apenas o gelo que invalida os modelos climáticos. Sabe-se que é difícil prever corretamente a física das nuvens, e fatores da biosfera, como o desmatamento e o derretimento da Tundra, raramente são levados em conta. "Os modelos de computador não são bolas de cristal", argumenta Ken Caldeira, que elabora modelos climáticos na Universidade de Stanford, cuja carreira foi profundamente influenciada pelas idéias de Lovelock. "Ao observar o passado, fazemos estimativas bem informadas em relação ao futuro. Os modelos de computador são apenas uma maneira de codificar esse conhecimento acumulado em apostas automatizadas e bem informadas."

Aqui, em sua essência supersimplificada, está o cenário pessimista de Lovelock: o aumento da temperatura significa que mais gelo derreterá nos pólos, e isso significa mais água e terra. Isso, por sua vez, faz aumentar o calor (o gelo reflete o sol, a terra e a água o absorvem), fazendo com que mais gelo derreta. O nível do mar sobe. Mais calor faz com que a intensidade das chuvas aumente em alguns lugares e com que as secas se intensifiquem em outros. As florestas tropicais amazônicas e as grandes florestas boreais do norte - o cinturão de pinheiros e píceas que cobre o Alasca, o Canadá e a Sibéria - passarão por um estirão de crescimento, depois murcharão até desaparecer. O solo permanentemente congelado das latitudes do norte derrete, liberando metano, um gás que contribui para o efeito estufa e que é 20 vezes mais potente do que o CO2... e assim por diante. Em um mundo de Gaia funcional, essas respostas positivas seriam moduladas por respostas negativas, sendo que a maior de todas é a capacidade da Terra de irradiar calor para o espaço. Mas, a certa altura, o sistema de regulagem pára de funcionar e o clima dá um salto - como já aconteceu muitas vezes no passado - para uma nova situação, mais quente. Não é o fim do mundo, mas certamente é o fim do mundo como o conhecemos.

O cenário pessimista de Lovelock é desprezado por pesquisadores de clima de renome, sendo que a maior parte deles rejeita a idéia de que haja um único ponto de desequilíbrio para o planeta inteiro. "Ecossistemas individuais podem falhar ou as placas de gelo podem entrar em colapso", esclarece Caldeira, "mas o sistema mais amplo parece ser surpreendentemente adaptável." No entanto, vamos partir do princípio, por enquanto, de que Lovelock esteja certo e que de fato estejamos navegando por cima das cataratas do Niagara. Simplesmente vamos acenar antes de cair? Na visão de Lovelock, reduções modestas de emissões de gases que contribuem para o efeito estufa não vão nos ajudar - já é tarde demais para deter o aquecimento global trocando jipões a diesel por carrinhos híbridos. E a idéia de capturar a poluição de dióxido de carbono criada pelas usinas a carvão e bombear para o subsolo? "Não há como enterrar quantidade suficiente para fazer diferença." Biocombustíveis? "Uma idéia monumentalmente idiota." Renováveis? "Bacana, mas não vão nem fazer cócegas." Para Lovelock, a idéia toda do desenvolvimento sustentável é equivocada: "Deveríamos estar pensando em retirada sustentável".

A retirada, na visão dele, significa que está na hora de começar a discutir a mudança do lugar onde vivemos e de onde tiramos nossos alimentos; a fazer planos para a migração de milhões de pessoas de regiões de baixa altitude, como Bangladesh, para a Europa; a admitir que Nova Orleans já era e mudar as pessoas para cidades mais bem posicionadas para o futuro. E o mais importante de tudo é que absolutamente todo mundo "deve fazer o máximo que pode para sustentar a civilização, de modo que ela não degenere para a Idade das Trevas, com senhores guerreiros mandando em tudo, o que é um perigo real. Assim, podemos vir a perder tudo".

Até os amigos de Lovelock se retraem quando ele fala assim. "Acho que ele está deixando nossa cota de desespero no negativo", diz Chris Rapley, chefe do Museu de Ciência de Londres, que se empenhou com afinco para despertar a consciência mundial sobre o aquecimento global. Outros têm a preocupação justificada de que as opiniões de Lovelock sirvam para dispersar o momento de concentração de vontade política para impor restrições pesadas às emissões de gases poluentes que contribuem para o efeito estufa. Broecker, o paleoclimatologista de Columbia, classifica a crença de Lovelock de que reduzir a poluição é inútil como "uma bobagem perigosa".

"Eu gostaria de poder dizer que turbinas de vento e painéis solares vão nos salvar", Lovelock responde. "Mas não posso. Não existe nenhum tipo de solução possível. Hoje, há quase 7 bilhões de pessoas no planeta, isso sem falar nos animais. Se pegarmos apenas o CO2 de tudo que respira, já é 25% do total - quatro vezes mais CO2 do que todas as companhias aéreas do mundo. Então, se você quer diminuir suas emissões, é só parar de respirar. É apavorante. Simplesmente ultrapassamos todos os limites razoáveis em números. E, do ponto de vista puramente biológico, qualquer espécie que faz isso tem que entrar em colapso."

Mas isso não é sugerir, no entanto, que Lovelock acredita que deveríamos ficar tocando harpa enquanto assistimos o mundo queimar. É bem o contrário. "Precisamos tomar ações ousadas", ele insiste. "Temos uma quantidade enorme de coisas a fazer." De acordo com a visão dele, temos duas escolhas: podemos retornar a um estilo de vida mais primitivo e viver em equilíbrio com o planeta como caçadores-coletores ou podemos nos isolar em uma civilização muito sofisticada, de altíssima tecnologia. "Não há dúvida sobre que caminho eu preferiria", diz certa manhã, em sua casa, com um sorriso aberto no rosto enquanto digita em seu computador. "Realmente, é uma questão de como organizamos a sociedade - onde vamos conseguir nossa comida, nossa água. Como vamos gerar energia."

Em relação à água, a resposta é bem direta: usinas de dessalinização, que são capazes de transformar água do mar em água potável. O suprimento de alimentos é mais difícil: o calor e a seca vão acabar com a maior parte das regiões de plantações de alimentos hoje existentes. Também vão empurrar as pessoas para o norte, onde vão se aglomerar em cidades. Nessas áreas, não haverá lugar para quintais ajardinados. Como resultado, Lovelock acredita, precisaremos sintetizar comida - teremos que criar alimentos em barris com culturas de tecidos de carnes e vegetais. Isso parece muito exagerado e profundamente desagradável, mas, do ponto de vista tecnológico, não será difícil de realizar.

O fornecimento contínuo de eletricidade também será vital, segundo ele. Cinco dias depois de visitar o centro Hadley, Lovelock escreveu um artigo opinativo polêmico, intitulado: "Energia nuclear é a única solução verde". Lovelock argumentava que "devemos usar o pequeno resultado dos renováveis com sensatez", mas que "não temos tempo para fazer experimentos com essas fontes de energia visionárias; a civilização está em perigo iminente e precisa usar a energia nuclear - a fonte de energia mais segura disponível - agora ou sofrer a dor que em breve será infligida a nosso planeta tão ressentido".

Ambientalistas urraram em protesto, mas qualquer pessoa que conhecia o passado de Lovelock não se surpreendeu com sua defesa à energia nuclear. Aos 14 anos, ao ler que a energia do sol vem de uma reação nuclear, ele passou a acreditar que a energia nuclear é uma das forças fundamentais no universo. Por que não aproveitá-la? No que diz respeito aos perigos - lixo radioativo, vulnerabilidade ao terrorismo, desastres como o de Chernobyl - Lovelock diz que este é dos males o menos pior: "Mesmo que eles tenham razão a respeito dos perigos, e não têm, continua não sendo nada na comparação com as mudanças climáticas".

Como último recurso, para manter o planeta pelo menos marginalmente habitável, Lovelock acredita que os seres humanos podem ser forçados a manipular o clima terrestre com a construção de protetores solares no espaço ou instalando equipamentos para enviar enormes quantidades de CO2 para fora da atmosfera. Mas ele considera a geoengenharia em larga escala como um ato de arrogância - "Imagino que seria mais fácil um bode se transformar em um bom jardineiro do que os seres humanos passarem a ser guardiões da Terra". Na verdade, foi Lovelock que inspirou seu amigo Richard Branson a oferecer um prêmio de US$ 25 milhões para o "Virgin Earth Challenge" (Desafio Virgin da Terra), que será concedido à primeira pessoa que conseguir criar um método comercialmente viável de remover os gases responsáveis pelo efeito estufa da atmosfera. Lovelock é juiz do concurso, por isso não pode participar dele, mas ficou intrigado com o desafio. Sua mais recente idéia: suspender centenas de milhares de canos verticais de 18 metros de comprimento nos oceanos tropicais, colocar uma válvula na base de cada cano e permitir que a água das profundezas, rica em nutrientes, seja bombeada para a superfície pela ação das ondas. Os nutrientes das águas das profundezas aumentariam a proliferação das algas, que consumiriam o dióxido de carbono e ajudariam a resfriar o planeta. "É uma maneira de contrabalançar o sistema de energia natural da Terra usando ele próprio", Lovelock especula. "Acho que Gaia aprovaria."

Oslo é o tipo perfeito de cidade para Lovelock. Fica em latitudes do norte, que ficarão mais temperadas na medida em que o clima for esquentando; tem água aos montes; graças a suas reservas de petróleo e gás, é rica; e lá já há muito pensamento criativo relativo à energia, incluindo, para a satisfação de Lovelock, discussões renovadas a respeito da energia nuclear. "A questão principal a ser discutida aqui é como manejar as hordas de pessoas que chegarão à cidade", Lovelock avisa. "Nas próximas décadas, metade da população do sul da Europa vai tentar se mudar para cá."

Nós nos dirigimos para perto da água, passando pelo castelo de Akershus, uma fortaleza imponente do século 13 que funcionou como quartel-general nazista durante a ocupação da cidade na Segunda Guerra Mundial. Para Lovelock, os paralelos entre o que o mundo enfrentou naquela época e o que enfrenta hoje são bem claros. "Em certos aspectos, é como se estivéssemos de novo em 1939", ele afirma. "A ameaça é óbvia, mas não conseguimos nos dar conta do que está em jogo. Ainda estamos falando de conciliação."

Naquele tempo, como hoje, o que mais choca Lovelock é a ausência de liderança política. Apesar de respeitar as iniciativas de Al Gore para conscientizar as pessoas, não acredita que nenhum político tenha chegado perto de nos preparar para o que vem por aí. "Em muito pouco tempo, estaremos vivendo em um mundo desesperador, comenta Lovelock. Ele acredita que está mais do que na hora para uma versão "aquecimento global" do famoso discurso que Winston Churchill fez para preparar a Grã-Bretanha para a Segunda Guerra Mundial: "Não tenho nada a oferecer além de sangue, trabalho, lágrimas e suor". "As pessoas estão prontas para isso", Lovelock dispara quando passamos sob a sombra do castelo. "A população entende o que está acontecendo muito melhor do que a maior parte dos políticos."

Independentemente do que o futuro trouxer, é provável que Lovelock não esteja por aí para ver. "O meu objetivo é viver uma vida retangular: longa, forte e firme, com uma queda rápida no final", sentencia. Lovelock não apresenta sinais de estar se aproximando de seu ponto de queda. Apesar de já ter passado por 40 operações, incluindo ponte de safena, continua viajando de um lado para o outro no interior inglês em seu Honda branco, como um piloto de Fórmula 1. Ele e Sandy recentemente passaram um mês de férias na Austrália, onde visitaram a Grande Barreira de Corais. O cientista está prestes a começar a escrever mais um livro sobre Gaia. Richard Branson o convidou para o primeiro vôo do ônibus espacial Virgin Galactic, que acontecerá no fim do ano que vem - "Quero oferecer a ele a visão de Gaia do espaço", diz Branson. Lovelock está ansioso para fazer o passeio, e planeja fazer um teste em uma centrífuga até o fim deste ano para ver se seu corpo suporta as forças gravitacionais de um vôo espacial. Ele evita falar de seu legado, mas brinca com os filhos dizendo que quer ver gravado na lápide de seu túmulo: "Ele nunca teve a intenção de ser conciliador".

Em relação aos horrores que nos aguardam, Lovelock pode muito bem estar errado. Não por ter interpretado a ciência erroneamente (apesar de isso certamente ser possível), mas por ter interpretado os seres humanos erroneamente. Poucos cientistas sérios duvidam que estejamos prestes a viver uma catástrofe climática. Mas, apesar de toda a sensibilidade de Lovelock para a dinâmica sutil e para os ciclos de resposta no sistema climático, ele se mostra curiosamente alheio à dinâmica sutil e aos ciclos de resposta no sistema humano. Ele acredita que, apesar dos nossos iPhones e dos nossos ônibus espaciais, continuamos sendo animais tribais, amplamente incapazes de agir pelo bem maior ou de tomar decisões de longo prazo que garantam nosso bem-estar. "Nosso progresso moral", diz Lovelock, "não acompanhou nosso progresso tecnológico."

Mas talvez seja exatamente esse o motivo do apocalipse que está por vir. Uma das questões que fascina Lovelock é a seguinte: A vida vem evoluindo na Terra há mais de 3 bilhões de anos - e por que motivo? "Gostemos ou não, somos o cérebro e o sistema nervoso de Gaia", ele explica. "Agora, assumimos responsabilidade pelo bem-estar do planeta. Como vamos lidar com isso?"

Enquanto abrimos caminho no meio dos turistas que se dirigem para o castelo, é fácil olhar para eles e ficar triste. Mais difícil é olhar para eles e ter esperança. Mas quando digo isso a Lovelock, ele argumenta que a raça humana passou por muitos gargalos antes - e que talvez sejamos melhores por causa disso. Então ele me conta a história de um acidente de avião, anos atrás, no aeroporto de Manchester. "Um tanque de combustível pegou fogo durante a decolagem", recorda. "Havia tempo de sobra para todo mundo sair, mas alguns passageiros simplesmente ficaram paralisados, sentados nas poltronas, como tinham lhes dito para fazer, e as pessoas que escaparam tiveram que passar por cima deles para sair. Era perfeitamente óbvio o que era necessário fazer para sair, mas eles não se mexiam. Morreram carbonizados ou asfixiados pela fumaça. E muita gente, fico triste em dizer, é assim. E é isso que vai acontecer desta vez, só que em escala muito maior."

Lovelock olha para mim com olhos azuis muito firmes. "Algumas pessoas vão ficar sentadas na poltrona sem fazer nada, paralisadas de pânico. Outras vão se mexer. Vão ver o que está prestes a acontecer, e vão tomar uma atitude, e vão sobreviver. São elas que vão levar a civilização em frente."

(Tradução de Ana Ban)