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terça-feira, 2 de setembro de 2014

Escassez de Água. Uma realidade, que poderia ter sido evitada por um governo preparado e competente.


Quem alega isso são os ambientalistas de todo o Estado de São Paulo. Muitos alertavam a décadas sobre a possibilidade de uma nova estiagem no sistema Cantareira, agravada pelo crescimento das cidades e do agro negócio na região de nascentes do rio.
Muitas ONGs Ambientais sempre pregaram sobre a necessidade de buscar alternativas tanto para a captação hídrica, quanto para tratar e despoluir os rios da Grande São Paulo.
Um dos maiores problemas a se enfrentar é relativo a SABESP, companhia Estatal que executa a captação do esgoto de residências, comércios e indústrias, mas ao invés de tratar o mesmo, deposita nos córregos e rios contaminando a água que deveria suprir as necessidades humanas dos Paulistanos.
No extremo Leste de São Paulo, existe uma enorme área de mananciais, onde nascem vários dos rios Paulistas, dentre eles, o Tibiriça, Rio Aricanduva, Rio Tietê, Itaquera Mirim, Rodeio,  Guaió, Guaratiba, Tamanduateí, dentre outros, que acabam por desembocarem no Rio Tietê. Nos Municípios que limitam a Cidade de São Paulo, e que também estão localizados no Cinturão Verde/ Mata Sete Cruzes, vemos Poá ( melhor água potável do Estado ), Suzano, Mogi, Salesópolis, Biritiba Mirim, Rio Grande da Serra, Mauá, Santo André e Ribeirão Pires.e, nestas cidades, diversos outros rios completam a maior cadeia de mananciais do Sudeste. E o que a Secretaria Estadual do Meio Ambiente fez, em 20 anos para proteger esse ecossistema? Absolutamente nada.
em 1992, já em governos do partido que monopolizou a gestão no Estado, o Grupo Ecológico Sete Cruzes, após participar da ECO 92, em conjunto com CANECO, SOS Mata Atlântica, dentre outras, elaborou estudos, e o ambientalista convidado para desenvolver as pesquisas, José Antonio de Aro, descobriu na região peculiaridades que tornariam obrigatória a preservação e criação de um Parque de Proteção Estadual, um santuário. São elas: Pedra do Elefante, patrimônio geológico, a Samambaia Imperial, espécie em extinção e abundante na região, nascente geofísica do Aquífero Guarany, maior do planeta, dentre outras coisas, como por exemplo a existência de Quatis, Tamanduás Bandeira, Pitús, Saruês papa ovos, lontras, capivaras, tatús bola, cobras de várias espécies, veado campeiro, jacús etc...

O estudo foi encaminhado a citada Secretaria e, a resposta que deram foi decepcionante. Alegaram que a região em questão não abasteceria o sistema alto Tietê.
O atual Secretário Bruno Covas também foi convidado pelo grupo a fazer rapel, tiroleza e conhecer mais a região, mas a exemplo de seu avô Mário Covas, ignorou novamente os apelos da natureza, e da água dos Paulistas.

Lamentavelmente, a estiagem prevista aconteceu, apesar de ter chovido o suficiente na Grande São Paulo, na cabeceira do Cantareira, não caiu  nada de chuva, levando a população ao racionamento e ao risco de escassez e a seca, fato que se comprovado, causará bilhões em prejuízos ao agro negócio e tormento a toda população do Estado.
A área em questão está sendo delapidada pelas invasões e queimadas, e tem servido a especulação imobiliária de forma acentuada.


terça-feira, 29 de julho de 2014

Caos: abastecimento de água em São Paulo corre risco de ser feito por caminhões pipa


A situação dos reservatórios da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) está à beira do caos. Torneiras vazias, caminhões pipa, banhos de caneca, estocagem de água, alta de preços e poços artesianos podem vir a fazer parte do cotidiano de uma população de aproximadamente 10 milhões de pessoas caso não chova com abundância nos próximos dias.

Na avaliação de especialistas, caso a estiagem continue, os reservatórios do Sistema Cantareira e Alto Tietê, correm o risco de secar por completo entre os meses de outubro e novembro deste ano.

O Cantareira registrou na última quinta-feira (17/07), apenas 17,8% de volume armazenado, todo ele vindo do chamado volume morto, aquele que está localizado abaixo do nível das comportas dos reservatórios. O Ato Tietê apresentou um volume armazenado de 23,7%.

Como o Governo do Estado não tomou medidas para prevenir o desabastecimento, a Região Metropolitana de São Paulo pode ficar com as torneiras secas em pouco tempo. A ideia do racionamento foi levantada há cerca de dois meses, mas o governador Geraldo Alckmin (PSDB) desistiu disso, certamente para evitar a perda de votos para sua reeleição.

Como a capital paulista está localizada em um terreno rochoso, é inviável tentar cavar poços. De acordo com informações do site Último Segundo, a Sabesp pensa em remanejar água de outras represas da Região para controlar a situação caso não chova o suficiente para recuperar os Sistemas Cantareira e Alto Tietê.

Falta de investimentos

Para Alexandre Schmerega Filho, presidente do Sindael, o Governo de São Paulo errou nos últimos anos ao não investir na ampliação do sistema de abastecimento de água potável. "Há 20 anos no poder, os governos tucanos se preocuparam em privatizar empresas e mão de obra e agora quem está pagando por esse descaso é a população”, afirma.

Schmerega alerta que a falta de água na grande São Paulo também pode provocar o desabastecimento de alimentos, caso o governo Alckmin resolva suspender a utilização de água dos mananciais por agricultores e indústrias. “Isso geraria desemprego e violência. Sem água nas cidades haverá fechamento de escolas e locais públicos, além da falta de higiene e, consequentemente, o surgimento de doenças”, avalia.

Alexandre Schmerega acredita que no atual momento o Governo de São Paulo não tem muito o que fazer, a não ser iniciar imediatamente o racionamento. “Obras para reverter esse quadro vão demorar muitos anos para serem concluídas. O jeito e fazer com que a população adote o banho de caneca e rezar para que a Primavera seja chuvosa”, finaliza o presidente do Sindael.


Fonte: site Último Segundo