Quem alega isso são os ambientalistas de todo o Estado de São Paulo. Muitos alertavam a décadas sobre a possibilidade de uma nova estiagem no sistema Cantareira, agravada pelo crescimento das cidades e do agro negócio na região de nascentes do rio.
Muitas ONGs Ambientais sempre pregaram sobre a necessidade de buscar alternativas tanto para a captação hídrica, quanto para tratar e despoluir os rios da Grande São Paulo.
Um dos maiores problemas a se enfrentar é relativo a SABESP, companhia Estatal que executa a captação do esgoto de residências, comércios e indústrias, mas ao invés de tratar o mesmo, deposita nos córregos e rios contaminando a água que deveria suprir as necessidades humanas dos Paulistanos.
No extremo Leste de São Paulo, existe uma enorme área de mananciais, onde nascem vários dos rios Paulistas, dentre eles, o Tibiriça, Rio Aricanduva, Rio Tietê, Itaquera Mirim, Rodeio, Guaió, Guaratiba, Tamanduateí, dentre outros, que acabam por desembocarem no Rio Tietê. Nos Municípios que limitam a Cidade de São Paulo, e que também estão localizados no Cinturão Verde/ Mata Sete Cruzes, vemos Poá ( melhor água potável do Estado ), Suzano, Mogi, Salesópolis, Biritiba Mirim, Rio Grande da Serra, Mauá, Santo André e Ribeirão Pires.e, nestas cidades, diversos outros rios completam a maior cadeia de mananciais do Sudeste. E o que a Secretaria Estadual do Meio Ambiente fez, em 20 anos para proteger esse ecossistema? Absolutamente nada.
em 1992, já em governos do partido que monopolizou a gestão no Estado, o Grupo Ecológico Sete Cruzes, após participar da ECO 92, em conjunto com CANECO, SOS Mata Atlântica, dentre outras, elaborou estudos, e o ambientalista convidado para desenvolver as pesquisas, José Antonio de Aro, descobriu na região peculiaridades que tornariam obrigatória a preservação e criação de um Parque de Proteção Estadual, um santuário. São elas: Pedra do Elefante, patrimônio geológico, a Samambaia Imperial, espécie em extinção e abundante na região, nascente geofísica do Aquífero Guarany, maior do planeta, dentre outras coisas, como por exemplo a existência de Quatis, Tamanduás Bandeira, Pitús, Saruês papa ovos, lontras, capivaras, tatús bola, cobras de várias espécies, veado campeiro, jacús etc...
O estudo foi encaminhado a citada Secretaria e, a resposta que deram foi decepcionante. Alegaram que a região em questão não abasteceria o sistema alto Tietê.
O atual Secretário Bruno Covas também foi convidado pelo grupo a fazer rapel, tiroleza e conhecer mais a região, mas a exemplo de seu avô Mário Covas, ignorou novamente os apelos da natureza, e da água dos Paulistas.
Lamentavelmente, a estiagem prevista aconteceu, apesar de ter chovido o suficiente na Grande São Paulo, na cabeceira do Cantareira, não caiu nada de chuva, levando a população ao racionamento e ao risco de escassez e a seca, fato que se comprovado, causará bilhões em prejuízos ao agro negócio e tormento a toda população do Estado.
A área em questão está sendo delapidada pelas invasões e queimadas, e tem servido a especulação imobiliária de forma acentuada.
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