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terça-feira, 29 de julho de 2014

Água: Governo do Estado omite Racionamento



A falta de água em São Paulo não pode ser atribuída à ausência de chuvas no último período. A principal causa para o esvaziamento do sistema Cantareira, maior reservatório da região metropolitana, se deve à falta de investimentos do governo do Estado na ampliação de novos mananciais.

Para o geólogo e deputado estadual Adriano Diogo (PT-SP), a lógica do lucro na Sabesp é anterior à década de 90, e remonta à época da ditadura militar. “Vem desde o Maluf, mas os tucanos intensificaram a mercantilização da água ao abrir o capital da Sabesp em Bolsa. Isso agudizou o problema, porque os acionistas não querem abrir mão do lucro para se fazer os investimentos necessários, por exemplo, na ampliação dos mananciais.”

O deputado petista destaca que o comportamento da Sabesp é diametralmente oposto ao da Petrobras, que também tem ações em Bolsa, mas não abriu mão de investir. “A Petrobras não deixou de fazer os investimentos necessários, tanto é que descobriu o pré-sal”, alfineta.

Adriano Diogo também é critico em relação ao valor da tarifa cobrada dos usuários pela Sabesp. “É uma das contas de água mais caras do mundo. Isso é para dar lucro para os acionistas.”

Outro problema é o desperdício de água pela própria Sabesp, que hoje ultrapassa os 30% do volume produzido, segundo dados da Agência Reguladora de Saneamento e Energia de São Paulo (Arsesp). Esse percentual de desperdício é suficiente para abastecer uma cidade como Campinas.

Os vazamentos em grande medida são fruto da política adotada pela companhia, que optou

Caos: abastecimento de água em São Paulo corre risco de ser feito por caminhões pipa


A situação dos reservatórios da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) está à beira do caos. Torneiras vazias, caminhões pipa, banhos de caneca, estocagem de água, alta de preços e poços artesianos podem vir a fazer parte do cotidiano de uma população de aproximadamente 10 milhões de pessoas caso não chova com abundância nos próximos dias.

Na avaliação de especialistas, caso a estiagem continue, os reservatórios do Sistema Cantareira e Alto Tietê, correm o risco de secar por completo entre os meses de outubro e novembro deste ano.

O Cantareira registrou na última quinta-feira (17/07), apenas 17,8% de volume armazenado, todo ele vindo do chamado volume morto, aquele que está localizado abaixo do nível das comportas dos reservatórios. O Ato Tietê apresentou um volume armazenado de 23,7%.

Como o Governo do Estado não tomou medidas para prevenir o desabastecimento, a Região Metropolitana de São Paulo pode ficar com as torneiras secas em pouco tempo. A ideia do racionamento foi levantada há cerca de dois meses, mas o governador Geraldo Alckmin (PSDB) desistiu disso, certamente para evitar a perda de votos para sua reeleição.

Como a capital paulista está localizada em um terreno rochoso, é inviável tentar cavar poços. De acordo com informações do site Último Segundo, a Sabesp pensa em remanejar água de outras represas da Região para controlar a situação caso não chova o suficiente para recuperar os Sistemas Cantareira e Alto Tietê.

Falta de investimentos

Para Alexandre Schmerega Filho, presidente do Sindael, o Governo de São Paulo errou nos últimos anos ao não investir na ampliação do sistema de abastecimento de água potável. "Há 20 anos no poder, os governos tucanos se preocuparam em privatizar empresas e mão de obra e agora quem está pagando por esse descaso é a população”, afirma.

Schmerega alerta que a falta de água na grande São Paulo também pode provocar o desabastecimento de alimentos, caso o governo Alckmin resolva suspender a utilização de água dos mananciais por agricultores e indústrias. “Isso geraria desemprego e violência. Sem água nas cidades haverá fechamento de escolas e locais públicos, além da falta de higiene e, consequentemente, o surgimento de doenças”, avalia.

Alexandre Schmerega acredita que no atual momento o Governo de São Paulo não tem muito o que fazer, a não ser iniciar imediatamente o racionamento. “Obras para reverter esse quadro vão demorar muitos anos para serem concluídas. O jeito e fazer com que a população adote o banho de caneca e rezar para que a Primavera seja chuvosa”, finaliza o presidente do Sindael.


Fonte: site Último Segundo


sexta-feira, 18 de julho de 2014

Alckmin Secou São Paulo - Agora foi a vez do Sistema Alto Tietê.

“Estamos perdendo por dia 12 mil litros por segundo. Se continuar assim, o volume do Sistema Alto Tietê acaba em 150 dias e, pelo que sei, aqui não temos volume morto significativo para explorar. Estamos indo para o brejo do mesmo jeito e ninguém fala nada.” Com estas palavras, pronunciadas ao jornal O Estado de S. Paulo deste último domingo (15), o engenheiro José Roberto Kachel dos Santos aponta o risco de o segundo maior manancial do estado também entrar em situação crítica.
VagnerCampos - Governo de SP
Especialista alerta que, no nível atual de perdas, manancial pode secar em 150 dias; Sabesp garante que volume dá até a próxima estação de chuvas e lamenta ‘alarmismo’Especialista alerta que, no nível atual de perdas, manancial pode secar em 150 dias; Sabesp garante que volume dá até a próxima estação de chuvas e lamenta ‘alarmismo’
Santos é membro do Comitê da Bacia do Alto Tietê e informou que o grupo criou uma Câmara Técnica de Monitoramento Hidrológico semelhante ao c0nstituído para acompanhar o Cantareira.

O Sistema Alto Tietê responde pelo abastecimento de 4 milhões de pessoas e seu volume de armazenamento está o pior em períodos pré-inverno em dez anos. Neste domingo, o nível das represas do manancial estava em 28,8%; há um ano, era de 62,1%. As água do Alto Tietê e do Sistema Guarapiranga vêm sendo remanejadas para parte da população atendida pelo Cantareira desde fevereiro. O Sistema Alto Tietê compõe-se de cinco represas entre os municípios de Suzano e Salesópolis, na Grande São Paulo. Além do remanejamento para o Cantareira, a falta de chuvas na região também contribui para a seca nesse manancial.

A redução contínua do volume do Alto Tietê vem sendo observada desde que a situação do Cantareira começou a chamar a atenção. O SPressoSP apontou em várias matérias que a queda entrava em um patamar preocupante. Mesmo assim, a Sabesp manteve a produção de 15 mil litros do Alto Tietê e pretende avançar mais com a produção no sistema na capital, segundo O Estado de S. Paulo.

Ouvida pela reportagem do jornal, a Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos do governo do estado informou que as projeções da Sabesp indicam que o Sistema Alto Tietê “tem água suficiente para garantir o abastecimento até a próxima estação chuvosa”. A secretaria ainda, segundo o jornal, “lamenta que O Estado agora encampe a tese de que outro sistema, o do Alto Tietê, vai secar e entrar em colapso”.


Fonte: SpressoS  -  No Facebook, curta a página:  Jornal Folha Popular