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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

na calada da madrugada, vereadores aumentam salários e, na surdina, passam a ganhar mais de 19 mil, fora os EXTRAS.

Com 30 votos favoráveis e 11 contrários, os vereadores da cidade de São Paulo aprovaram nesta terça-feira (20) um aumento de 26,3% nos próprios salários. Com o reajuste, a remuneração recebida pelos membros do legislativo sobirá de R$ 15.031,76 para R$ 18.991,68 a partir de 2017.
A proposta, da Mesa Diretora da Casa, foi publicada na sexta-feira (16), no Diário Oficial. O texto define que os salários poderão ser revistos anualmente, como uma correção inflacionária, desde que não ultrapasse o teto de 75% dos vencimentos dos deputados estaduais (R$ 25.322,25), conforme estabelece a Constituição Federal para cidades com mais de 500 mil habitantes.
O novo texto aprovado também vai permitir que os vereadores aumentem seus salários na mesma legislatura caso os vencimentos dos deputados estaduais sejam reajustados no período.
O texto feito pela Mesa Diretora da Câmara justifica que "a fixação pelo valor máximo permitido justifica-se diante do gigantismo de São Paulo, a maior cidade do Brasil, cujos problemas sociais, econômicos, políticos e culturais exigem dos vereadores envolvimento e dedicação proporcionais à responsabilidade do mandato que exercem”.
Durante a sessão, o vereador Toninho Vespoli (PSOL) argumentou que o projeto é "recebido com justa indignação da população paulistana". Segundo Vespoli, a aprovação "desconsidera a grave crise econômica na qual o Brasil está inserido".
A aprovação, em plena crise econômica e social, de um projeto que majora ainda mais os super-salários dos parlamentares, só evidencia o profundo distanciamento da Câmara dos Vereadores da população, que não se vê representada e não aprova tal medida. Tal projeto, ainda, atenta contra os princípios da impessoalidade, da moralidade e da eficiência da administração pública.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

O “mercado”, que toca o terror na eleição, quebrou o mundo


O "mercado" não quer Dilma. Isso está nas manchetes há dias, semanas. A Bolsa sobe ou cai a depender de pesquisas que mostram Dilma em baixa ou em alta.

E não só pelos erros do governo Dilma.

Em 2002, em pleno governo Fernando Henrique, o "mercado" fez terror com a hipótese da vitória de Lula. Qual foi o resultado daquele terror todo?

Basta conferir num site de buscas. O governo Fernando Henrique terminou melancólico, com dólar a quase R$ 4, risco-país acima de 4 mil pontos, e inflação de 12, 53% ao ano.

Sobre qualquer assunto que tenha algo a ver com economia, largos setores da mídia dão voz preferencial e, a depender da mídia muitas vezes única, a "especialistas" do "mercado".

O que é o tal "mercado"?

É o sistema de bancos e demais instituições financeiras. Assim sendo, vale lembrar os custos da crise criada no e pelo "mercado" e que explodiu em 2008.

Mark Anderson, ex-chefe da Standart and Poor's, o homem que rebaixou a nota de crédito dos EUA, diz que o custo final da crise mundial é de US$ 15 trilhões.

Estima-se que hoje o chamado "mercado de derivativos" seria de US$ 1,2 quatrilhão. Isso é 20 vezes todo o PIB do mundo. Ou seja, é só ficção. É "dinheiro" de mentira.

Isso existe apenas como alavanca para quem pilota o tal "mercado" acumular ainda mais fortuna. Com grandes riscos para o próprio sistema financeiro. Nem se diga para os demais pobres mortais.

Relatório da ONG britânica Oxfam informa: 85 pessoas das 7 bilhões e 200 milhões da Terra têm patrimônio igual à metade da população do mundo.

O 1% mais rico do mundo tem US$ 110 trilhões. O que é 65 vezes mais do que tudo que tem metade da população mundial.

No Brasil, apenas 4 dos bancos tiveram lucro líquido de R$ 50 bilhões em 2013. Isso é mais do que a soma do PIB de 83 países no mesmo ano passado.

Isso é o tal "mercado". O resto é conversa mole e disputa pelo Poder.
fonte: Portal Terra/ Bob Fernandes