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quinta-feira, 25 de julho de 2013

As Ruas de um lugar Chamado Castro Alves


Em meados de 1985, surge nos cafundós de Guaianases, um lugar chamado Conjunto Habitacional Castro Alves. Concentrando uma população oriunda de várias localidades de São Paulo e do Brasil, com problemas estruturais dos mais diversos possíveis, dentre eles ressaltamos falta de transporte ( Lutamos muito pela antiga linha 3783 ), Escolas, Creches, dentre outras garantidoras de cidadania.
E foi para assegurar nossos direitos que surgem as primeiras ONGs. A primeira foi Esportiva, chamava-se Grêmio Recreativo Cultural e Glória Negra Futebol e Samba. Era presidida pelo saudoso Sr. Nicola.
Uma coisa boa que tínhamos era o nosso Centro Comunitário. Ali trabalhava nosso Diretor Social e faz tudo, o Sílvio. Por trabalhar para a COHAB/SP, ele era o elo forte para comunicação direta com aquela companhia e, por seu intermédio, conhecemos gente muito boa, como, por exemplo, o Dr. Durval Múrcio, Diretor da empresa.
Com este estreitamento fizemos muitas coisas legais, como exposições de artesanatos, apresentação de peças teatrais ( trouxemos o Grupo Teatral Castro Alves para se apresentar na E.E. Procópio Ferreira ), exposição ecológica e muitas outras coisas além, é claro, de participarmos de muitos eventos promovidos pela COHAB/SP, como o InterCohabs.
Mas nosso maior orgulho foi conseguir através  do Sílvio, que  nossas ruas viessem a receber nomes com os temas de nosso patrono maior, o grande escritor Castro Alves. Algumas das quais, tornaram-se temas musicais nas vozes de, por exemplo: Beto Guedes, Sergio Reis e Clara Nunes. Por estar lá, nos bate-papos com Silvio, Nicola, Cavalcante, Ziza, dentre outros amigos, pude contribuir com algumas sugestões. Cigarro de Palha, rua que eu morava era antes Rua 15. Rua Contos de Areia, conhecida por Rua 18, onde morava minha ex Elisabete, mãe de Rosana Andrade, amiga de Facebook. Lá morava também Beto Brasil, dentre tantos outros grandes camaradas.
Ruas como Comitiva Esperança, Murmúrios da Tarde, Milagre dos Peixes, Coração de Maçã, O Apito do Vapor ( hoje Sara Kubitschek ), Capitão da Meia Noite, Brasil Nativo, dentre outras, para resumir, são temas de Castro Alves, nosso patrono.
Não necessariamente todas as ruas são temas de músicas, como querem alguns. Mas suas estórias de pura literatura receberam justa homenagem. E sabe porque sei ? Eu estava lá Percival...