Em meados de 1985, surge nos cafundós de Guaianases,
um lugar chamado Conjunto Habitacional Castro Alves. Concentrando uma população
oriunda de várias localidades de São Paulo e do Brasil, com problemas
estruturais dos mais diversos possíveis, dentre eles ressaltamos falta de
transporte ( Lutamos muito pela antiga linha 3783 ), Escolas, Creches, dentre
outras garantidoras de cidadania.
E foi para assegurar nossos direitos que surgem as
primeiras ONGs. A primeira foi Esportiva, chamava-se Grêmio Recreativo Cultural
e Glória Negra Futebol e Samba. Era presidida pelo saudoso Sr. Nicola.
Uma coisa boa que tínhamos era o nosso Centro Comunitário.
Ali trabalhava nosso Diretor Social e faz tudo, o Sílvio. Por trabalhar para a
COHAB/SP, ele era o elo forte para comunicação direta com aquela companhia e,
por seu intermédio, conhecemos gente muito boa, como, por exemplo, o Dr. Durval
Múrcio, Diretor da empresa.
Com este estreitamento fizemos muitas coisas legais,
como exposições de artesanatos, apresentação de peças teatrais ( trouxemos o
Grupo Teatral Castro Alves para se apresentar na E.E. Procópio Ferreira ),
exposição ecológica e muitas outras coisas além, é claro, de participarmos de
muitos eventos promovidos pela COHAB/SP, como o InterCohabs.
Mas nosso maior orgulho foi conseguir através do Sílvio, que
nossas ruas viessem a receber nomes com os temas de nosso patrono maior,
o grande escritor Castro Alves. Algumas das quais, tornaram-se temas musicais
nas vozes de, por exemplo: Beto Guedes, Sergio Reis e Clara Nunes. Por estar lá,
nos bate-papos com Silvio, Nicola, Cavalcante, Ziza, dentre outros amigos, pude
contribuir com algumas sugestões. Cigarro de Palha, rua que eu morava era antes
Rua 15. Rua Contos de Areia, conhecida por Rua 18, onde morava minha ex
Elisabete, mãe de Rosana Andrade, amiga de Facebook. Lá morava também Beto
Brasil, dentre tantos outros grandes camaradas.
Ruas como Comitiva Esperança, Murmúrios da Tarde,
Milagre dos Peixes, Coração de Maçã, O Apito do Vapor ( hoje Sara Kubitschek ),
Capitão da Meia Noite, Brasil Nativo, dentre outras, para resumir, são temas de
Castro Alves, nosso patrono.
Não necessariamente todas as ruas são temas de músicas,
como querem alguns. Mas suas estórias de pura literatura receberam justa
homenagem. E sabe porque sei ? Eu estava lá Percival...
