Alguns
Anônimos Entram SIM Para a História.
E não é para
qualquer uma. Afinal, qual a maior estória de todas? Aquela que alguns poucos
conhecem, ou aquela que bilhões não ignoram? Mas entrar como um grande
desconhecido para a eternidade? Estranho! Como seria isso? Perguntar-se-ão
pseudo-intelectuais sãos anciãos, de mente insana, de corpo rijo, de alma
putrefata.
Mesmo assim
lá vai aquele menino a caminhar pelos dias, anos, décadas. Fazendo coisas
grandiosas e pequenas, passeando pelas pessoas de forma humilde, com trejeito
simples, rosto castigado pelo suor do trabalho, carregando suas mágoas num
cantinho de sua alma e um sorriso acanhado e profundo nos lábios. Segue
carregando na bagagem o olhar das pessoas e a certeza de ter cultivado garagem
em muitos corações.
E o menino
continua rumo a seu destino, consciente que conquistou algo de grande brilho e importância.
Não singular objeto, que esteja perpetuado na pedra inaugural de uma grande
estrutura humana de concreto armado. Mas sabe que estará para sempre assentado
tal qual um Oscar, no centro do coração de, pelo menos, algumas pessoas.
Não é
necessário ter protagonizado uma peça teatral e ter seu nome assinalado em um
cartaz no saguão de entrada do cinema. Importante mesmo, foi presenciar, foi
viver, participar, chorar junto, sugerir, aplaudir, ensinar, aprender, viver.
Daqui a
vinte anos, em uma roda de amigos, estaremos contando outras estórias,
celebrando outros cafés e relembrando outras memórias. Em algumas dessas
lembranças, bem naquelas que você se enquadra, será tu chamado para divagar em
seus pensamentos. E após tua oratória, algum estudioso, tecnocrata,
intelectual, ou mesmo um curioso dirá:
___ Para o
conhecimento de todos. Essas são memórias criadas por um grupo cultural, denominado
Pombas Urbanas. Acho que este cidadão está mentindo.
Com efeito,
sim, está certíssimo. Todos os méritos aos idealizadores. Mas você esteve lá, e
não estava só. Sabe o que acontece senhor Sabe-Tudo, é que alguns anônimos
também entram para a história. E olha só, é porque eles estavam lá.
Mesmo que
naquele livro de uma biblioteca qualquer, nos anais da Wikipédia, na Ordem dos
Músicos do Brasil, na Cohab/SP ou em qualquer outro lugar, o estudioso vá ler
outra coisa, SIM, aqueles anônimos,
pobres mortais farão parte daquela conto. E não serás tu a mudar isso. Nem eu a
provar o contrário.
