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quarta-feira, 9 de junho de 2021

O negacionismo passou o cerol no Brasil

 

A morte por covid-19 foi muito maior entre os eleitores de Bolsonaro. Não foi difícil para os pesquisadores e jornalistas investigativos constatarem esta informação e chegarem a conclusão estarrecedora que todos irão ver no artigo a seguir:

O epidemiologista Pedro Hallal, com base em dados divulgados pelo jornal Valor Econômico, mostra que número de mortes nas regiões bolsonaristas é muito maior.
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Os dados trazidos a público pelo jornalista Ricardo Mendonça no Valor Econômico são estarrecedores.
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Todas as 5.570 cidades brasileiras foram divididas de acordo com o percentual de votos em Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais de 2018. Em 108 cidades, Bolsonaro teve menos de 10% dos votos, em 833 cidades teve entre 10% e 20% dos votos, e assim sucessivamente, até chegar nas 214 cidades nas quais Bolsonaro teve entre 80% e 90% dos votos e na única cidade em que Bolsonaro teve 90% ou mais dos votos em 2018. Essas informações, aliás, são de domínio público e podem ser acessadas por qualquer um no Repositório de Dados Eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral.
De posse dessas informações, o próximo passo foi analisar a quantidade de casos e de mortes por Covid-19 em cada uma das 5.570 cidades. Novamente, os dados são de livre acesso, tanto pelo Painel Coronavírus do Ministério da Saúde quanto pelo DataSUS. Nas 108 cidades em que Bolsonaro teve menos de 10% dos votos, o número de casos é de 3.781 por 100.000 habitantes. A quantidade de casos sobe linearmente até atingir 10.477 casos por 100.000 habitantes nas cidades em que Bolsonaro teve entre 80% e 90% dos votos e 11.477 casos por 100.000 habitantes na cidade em que Bolsonaro teve 90% ou mais dos votos.
Os dados para mortes são igualmente chocantes. A mortalidade varia de 70 mortes por 100.000 habitantes nas cidades em que Bolsonaro teve menos de 10% dos votos, até mais de 200 mortes por 100.000 habitantes nas cidades em que Bolsonaro teve 50% dos votos ou mais. Na única cidade em que Bolsonaro fez 90% dos votos ou mais no segundo turno das eleições de 2018, a mortalidade é de 313 por 100.000 habitantes. Mais do que o resultado dessa cidade isoladamente, o que chama atenção é a escadinha observada nos gráficos.
Esses resultados mostram uma das facetas mais perversas da pandemia. O negacionismo, seja seu ou daqueles que estão ao seu redor, mata, e quanto maior o grau de negacionismo, maior o risco de morte por Covid-19. O morador de uma cidade na qual Bolsonaro venceu o segundo turno das eleições de 2018 tem três vezes mais risco de morte por Covid-19 do que o morador de uma cidade em que Bolsonaro foi derrotado com folga. Mesmo que a pessoa tenha votado contra o negacionismo, estando ela exposta a um ambiente negacionista, seu risco de morte é maior.
Não é a primeira vez que análises ecológicas desse tipo são produzidas. Nos Estados Unidos, pesquisadores mostraram que, entre março e dezembro de 2020, houve diferenças marcantes na mortalidade e nos casos de Covid-19 de acordo com o partido do governador de cada estado americano. Estados governados por republicanos, partido do ex-presidente Donald Trump, apresentaram, em média, 18% maior mortalidade por Covid-19 do que estados governados por democratas, partido do atual presidente Joe Biden. Embora essas diferenças sejam marcantes, elas sequer se comparam aos incríveis 177% de aumento nos casos que são observados comparando as 108 cidades brasileiras em que Bolsonaro fez menos de 10% dos votos com as 214 cidades brasileiras em que ele fez entre 80% e 90% dos votos.
Encerro expressando minha solidariedade às 450 mil famílias em luto pelas mortes por Covid-19, lembrando que mais de 300 mil dessas mortes poderiam ter sido evitadas caso o país tivesse optado por ouvir a ciência.
Pedro Hallal é epidemiologista, professor da Escola Superior de Educação Física da Universidade Federal de Pelotas e coordenador do Epicovid-19, o maior estudo epidemiológico sobre coronavírus no Brasil.
Nota da redação;
Prova disso são o números do corona aqui na CT, bem abaixo de bairros vizinhos como Sapopemba, José Bonifácio e Penha, onde os votos para o atual Presidente foram maiores de 50%.
Artigo originalmente publicado no jornal Folha de S. Paulo

terça-feira, 13 de abril de 2021

Morre de covid-19 o primeiro Subprefeito da CT

 


  

VILSON PRESENTE

 É com imenso pesar que informamos a morte de um grande companheiro de lutas, o amigo Vilson Oliveira. Ele foi o primeiro Subprefeito da Cidade Tiradentes

Mais uma vitima do covid-19.
Deus conforte os seus amigos, companheiros e familiares.

sábado, 13 de março de 2021

VACINAÇÃO NA CIDADE TIRADENTES NÃO COMEÇOU COMO DEVERIA. É PARA INGLES VER

 


É mais fácil encontrar um saci Pererê ou perna de cobra, que alguém vacinado em Cidade Tiradentes. A expectativa de vida em nossa região, segundo as agencias reguladoras é de 57 anos. É difícil encontrar por aqui pessoas com 70 anos, quem dirá com 78 ou mais.

Na gestão de Dória, do PSDB, até este momento a vacinação foi realizada apenas em pessoas de ABIPEME elevado, nas áreas nobres da cidade. Ou seja, vacina tucana está disponível primeiro para os ricos.

No Supermercado Negreiros, foi montado um CIRCO, com o apoio da Imprensa Chapa Branca, que noticiou a meia dúzia de sortudos que chegaram aos 78 sendo vacinados. Então, se você está com 50 a 65 anos, diversas co-morbidades, e mora em áreas periféricas, saiba que o socorro #Bolsodoriana não é para a sua classe social. No Brasil desta elite política que controla o Estado de SP a mais de 30 anos, as pessoas são separadas pela condição financeira. Isso fica claramente demonstrado nos índices apresentados, na expectativa desigual de vida, e agora, na distribuição da vacina.

Na ética tucana, a priori são velhos ricos primeiro. Velhos pobres, mulheres e crianças, bem depois.
Você mora na CT e está esperando por imunização? Hum, então espera sentado porque de pé vai ficar cansado.

By Waldemar Parra


quinta-feira, 11 de março de 2021

Estados mudam postura, após explosão de casos de covid-19.

 Bolsonaro parece que também mudou, após ver entrevista de Lula.

 


O Brasil tem sido marcado pelos mais elevados números diários de mortes por covid-19 desde o início da pandemia e diante da lotação de unidades de terapia intensiva, governos estaduais reforçam medidas para tentar diminuir a disseminação do novo coronavírus.

Desde o início de março, os estados da união decretaram protocolos mais rígidos de restrições para tentar conter o avanço da doença. Hoje foi a vez de São Paulo, que decretou medidas mais efetivas enérgicas para conter o avanço e diminuir a ocupação de leitos.

O que parece é que a partir de agora até Bolsonaro e sua equipe irão cumprir a determinações da OMS. Ainda ninguém sabe se a mudança na conduta tem haver com o puxão de orelhas que levaram em Israel, ou a ver com o bom exemplo de LULA, em sua primeira entrevista após a derrubada do lawfare.

Independente de quem, presidente ou padeiro, todos nós devemos obedecer e seguir a risca as determinações de cada estado. Aqui em Cidade Tiradentes o mais importante é o toque de recolher. Com o fechamento dos comércios, por quinze dias ou mais, a economia local deverá funcionar via delivery, consumo por encomenda, e a circulação ficará restrita. Porém sabemos que sem fiscalização efetiva e enérgica as coisas não funcionam como deveriam. E os arrimos de família não conseguem ficar em casa vendo seus entes passarem necessidades. Daí a importante função do auxílio emergencial neste momento.

Todos os condomínios da CT já possuem casos, e o perigo de contaminação em massa é muito grande. Portanto, fique em casa, colabore. Se todos ficarmos quietos por um período em nossas casas, se todos obedecermos unidos, como foi feito na China em 2020, a doença vai retrair e o perigo vai passar, desta forma poderemos voltar em normalidade com segurança dentro em breve...

Nota da redação: Segundo a assessoria de imprensa do HMCPCT, os leitos da unidade seguem ocupados.
By Waldemar Parra

segunda-feira, 1 de março de 2021

Vacinação sim, politicagem não!

 Vacinar em massa ou continuar com as falácias e cortinas de fumaça absurdas para enganar o gado?


Deixar de financiar o combate ao covid-19 com desculpas absurdas, quando o STF apenas sugeriu que Governo Federal, Estados e Municípios atuassem de forma integrada. A isso se limita a pobre atuação de Pazuello. A inutilidade do Ministério da Saúde é reconhecida mundialmente.
Corremos o risco real de entrarmos em um estágio de colapso total do sistema de saúde puramente por falta de responsabilidade do Governo Federal
O que ocorre no Brasil é sim um extermínio, um genocídio anunciado, defendido por alguns, combatido por outros, e que já matou mais de 250 mil pessoas, e pela omissão, muitas outras vidas ainda irão.
Veja no artigo do jornal Nexo, o importante papel de médicos e cientistas, e o porque devemos afastar a política, de assunto tão grave. O executivo deveria se limitar a financiar regiamente insumos e logística, e nada mais.
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Artigo do Jornal Nexo:
Há uma única saída para a humanidade na crise imposta pelo novo coronavírus, na avaliação do médico e neurocientista Miguel Nicolelis: a ciência. É ela que ocupa hoje, pela primeira vez numa pandemia, um papel “central e decisivo”, segundo o professor titular do departamento de neurobiologia da Universidade Duke, nos Estados Unidos.
“A Europa perdeu metade da sua população no século 14. Duzentas milhões de pessoas morreram pela peste bubônica. Naquele momento, a ciência não podia fazer nada porque ninguém sabia a causa. Hoje, nós não só sabemos, como temos soluções científicas que foram colocadas em menos de um ano na mesa”, diz em entrevista ao Nexo.
Coordenador até o final de fevereiro do Comitê Científico do Consórcio Nordeste, criado em março de 2020 para viabilizar a parceria entre os nove estados da região no combate à covid-19, Nicolelis defendeu na sexta-feira (26), em entrevista ao jornal O Globo, a criação de uma “comissão de salvação nacional” organizada pelos governadores de todo o país, mas que exclui a participação do Ministério da Saúde.
A primeira medida da comissão para tentar superar a fase mais aguda da pandemia em que o país se encontra atualmente seria a adoção de um “lockdown imediato, nacional, de 21 dias, com barreiras sanitárias nas estradas e aeroportos fechados”. “E depois ampliar a cobertura, usando múltiplas vacinas”, disse ao jornal.
Um ano depois do registro do primeiro caso de covid-19 no Brasil, o país tem batido recordes consecutivos de ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Na sexta-feira (26), 13 estados e 17 capitais estavam em situação crítica, com sua capacidade acima de 80%. Em São Paulo, hospitais privados de ponta como o Albert Einstein e o Sírio-Libanês atingiram o limite e têm fila de espera para os leitos de terapia intensiva. No dia anterior, o país registrou 1.582 mortes pela doença em 24 horas, número recorde desde o início da pandemia.
A proposta de Nicolelis, porém, encontra resistência entre os próprios governadores. Ao ser questionado sobre o tema na sexta-feira (26), o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que a proposta do médico é uma resposta “da ciência, não da política”. O coordenador do Centro de Contingência do Covid-19 de São Paulo, Paulo Menezes, afirmou ao lado do governador que a medida é de “um mundo ideal” e expressa muito mais “um desejo” do que algo “passível de implementação”.
Nicolelis discorda. Segundo ele, o cenário atual é o de um reator nuclear que perdeu o controle. Países em situação parecida com a do Brasil só conseguiram sair da crise, de acordo com o professor, ao ouvir os cientistas. “É uma guerra biológica que necessita de decisões de pessoas que se elevem no mundo político ao nível de estadistas”, diz.
Nesta entrevista ao Nexo, ele faz um apelo para que Doria e o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), voltem a fechar as escolas por causa do aumento de internações em UTIs pediátricas.
O professor cobra ainda prefeitos e governadores a oferecer um auxílio financeiro, em meio à inércia federal, para que as pessoas possam ficar em casa durante os lockdowns. Ele também aborda o negacionismo dos gestores públicos e diz que a busca ilimitada pelo prazer no mundo Ocidental tem se sobreposto ao instinto de sobrevivência, o que ajudaria a explicar como chegamos ao atual estágio da crise.