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quinta-feira, 6 de março de 2014

Deputado Adriano Diogo alerta para o risco de descontinuidade no monotrilho

Em convênio firmado entre o Governo do Estado, Metrô e Prefeitura de São Paulo, são enormes as brechas para que a continuidade das obras do monotrilho seja interrompida.

O governo do Estado de São Paulo, em convênio com a Prefeitura de São Paulo, apresentou proposta de construção e instalação do monotrilho, Linha 15-Prata, que deverá viabilizar a existência dessa modalidade de transporte público rápido entre a Avenida Anhaia Mello, Sapopemba e Ragueb Chohfi em direção a Cidade Tiradentes. Esse eixo inicial já está devidamente identificado no Plano Diretor Estratégico do Município recém-discutido entre o legislativo e o executivo paulistano.

A iniciativa é um desdobramento do que já estava contemplado no Plano Integrado de Transportes Urbanos – PITU, inicialmente como corredor de ônibus que posteriormente foi refeito e concebido para utilizar a tecnologia de monotrilho por causa de suas características de agilidade construtiva e desempenho quando em funcionamento pleno.

A implantação de um eixo radial de transporte coletivo na parte sul da Zona Leste é para estruturar o sistema de transporte da região criando uma alternativa ao eixo central, extremamente congestionado, da Linha 3-Vermelha do Metrô (Itaquera/Barra Funda), Linha 11-Coral da CPTM (Luz/Guaianases) e da Avenida Radial Leste.

Na forma em que o convênio está explicitado, entretanto, vem causando apreensão no deputado estadual Adriano Diogo (PT/SP) o fato de não estar garantido em termos de compromisso de realização, e com prazos, o trecho compreendido entre a Avenida Bento Guelfi (Padaria Satélite, entrada para a Terceira Divisão) e a Cidade Tiradentes. “Este trecho não está descrito nesse termo, o que aumenta a duvida sobre a continuidade da obra”, alerta o deputado.

O termo do convênio estipula uma permuta que implica na desapropriação por parte da Prefeitura de uma enorme faixa de terra que vai da confluência da Avenida Ragueg Chohfi com a Avenida Bento Guelfi até a entrada da Cidade Tiradentes. Desapropriada a área passaria a ser de responsabilidade do Metro. Em troca, a Prefeitura terá que assumir outra área nas Águas Espraiadas em outro projeto do Metrô.

A Linha 15, tal qual concebida ligará o Ipiranga até a Cidade Tiradentes e já está com a obra referente ao trecho Vila Prudente – Aricanduva em andamento. Da Vila Prudente até o Hospital Cidade Tiradentes serão 17 estações, dois pátios de manutenção e guarda de trens que vão compor aproximadamente 24,3 km de extensão.

A questão é que a implantação do trecho Aricanduva -Hospital Cidade Tiradentes serão em 2 etapas; da Avenida Aricanduva a Avenida Bento Guelfi e desta ao Hospital da Cidade Tiradentes e é nesse aspecto que tem muita pertinência a preocupação do parlamentar. “No documento analisado, o único trecho discutido e contido no convênio de responsabilidade do Metrô é entre a Avenida Aricanduva e a Avenida Bento Guelfi”, alerta Adriano Diogo. “Se o trecho compreendido entre a Avenida Bento Guelfi e a Cidade Tiradentes não está descrito nesse termo, aumenta a duvida de qualquer um sobre a continuidade da obra”, emenda o deputado.

O deputado ainda indica que a forma como está o documento faz aparecer outra dúvida importante que é o fato da desapropriação do trecho entre o final da Avenida Aricanduva e a Avenida Bento Guelfi passar a ser do Metrô que não tem entre suas principais finalidades as negociações dessa natureza.

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“No documento analisado, o único trecho discutido e contido no convênio de responsabilidade do Metrô é

entre a Avenida Aricanduva e a Avenida Bento Guelfi”, alerta Adriano Diogo. “Se o trecho compreendido entre a Avenida Bento Guelfi e a Cidade Tiradentes não está descrito nesse termo, aumenta a duvida de qualquer um sobre a continuidade da obra”

Colocar as barbas de molho

O deputado alerta para a necessidade de que toda a região e os envolvidos tentem estar unidos para que a desapropriação do trecho entre a Avenida Aricanduva e a Cidade Tiradentes seja feita imediatamente para inibir uma eventual parada das obras já em 2014 com retomada, na melhor das hipóteses, em 2016, com consequências previsíveis. Apesar das instalações eletromecânicas já terem chegado ao Largo São Mateus ainda está presente o risco de essa obra ser paralisada já ao final deste ano caso as desapropriações não sejam feitas antecipadamente. O simples termo de permuta entre a prefeitura e o governo do estado, mudando a responsabilidade do ente expropriador responsável, não garante a continuidade da obra.