Leia este artigo e conheça os verdadeiros vilões, caso o objetivo de enterrar a empresa se confirme...
Um dia lindo de Sol na cidade maravilhosa, uma sexta-feira que promete praia no fim de semana com céu azul e mar perfeito para nadar. Você vai até o pregão da bolsa de valores, que fica na passagem de seu trabalho. Como de costume e vício, dar uma olhada no pregão e ver o desempenho de suas ações. E então, o mundo parece sem chão. Petrobrás caiu 5%, Vale do Rio Doce caiu 5%? A bolsa no total teve perda de mais de 10% com o pregão interrompido e ninguém previu isso? Esse cenário não é fictício e não é 1929, muito menos nos EUA. É no Rio de Janeiro de 1989, Brasil. Caro leitor, se você já parou um pouco para olhar ao seu redor, vê a todo instante que o tempo não para. Se tem filhos, observa o quanto eles cresceram, aquelas brincadeiras pequenas de bola e bonecas já não existem. Se tem netos, eles já não ligam para você pois não é mais o tempo deles. Os interesses são outros e mesmo seus amigos devem ser reinventados a todo instante, assim como sua relação de amizade. Fatos que outrora eram importantes, agora são passado. Mas tudo tem uma história, e é a história escrita na sua mente que faz a vida evoluir. País e pessoas que não aprendem com a história cometem sempre os mesmos erros e nunca evoluem. Todos os países desenvolvidos guardam em seus arquivos a história de seu passado e insistem a todo instante em mostrar aos cidadãos para que os erros não voltem. O jornal a Folha de S. Paulo possui um arquivo simplesmente fantástico e que deve ser visitado por todos. Ler os jornais de épocas passadas nos faz viver e vivenciar o clima da época e o que as pessoas diziam ou justificavam. Os arquivos estão digitalizados desde 1921 no site acervoFolha, que vale à pena ser visitado. É interessante visitar para relembrar como é um erro idolatrar pessoas ou empresas. Nos dias atuais, assim como no passado, pessoas adoram idolatrar empresários que nem conhecem, confiam seu patrimônio, o tomam com ardor e fervor como se fosse um parente, um time de futebol ou uma escola de samba. É comum observar fóruns dos pós e contras, os bate-bocas que nunca levam a nada, sobre os fervorosos defensores e acusadores desses empresários. Os "entendidos" do mercado gostam de se vangloriar que conhecem a empresa "x" ou "y" e que seu dono é o midas, o que "ele faz eu faço". "O Brasil precisa se espelhar nele! " Também foi assim no passado, e muita, mas muita gente perdeu pelo menos 1/3 do patrimonio investido em Bolsa em apenas uma semana por confiar nos mesmos métodos que um certo empresário empregava. Segundo está relatado no acervo da Folha, o empresário Naji Nahas foi o responsável direto pelo fechamento da bolsa de valores do Rio de Janeiro. Ele nega em todas as reportagens e diz que seu ato foi legal. A justiça brasileira também assim entendeu, apesar de levar a bancarrota uma bolsa de valores inteira, e ser inocentado do crime de cheque sem fundo, totalizando um valor de NCz$ 500 milhões (cruzados novos era a moeda em 1989). O libanês-brasileiro Naji Nahas chegou ao Brasil em 1969 com CR$50 milhões (era cruzeiros na época) e um ano depois já tinha uma fortuna de CR$1 bilhão em 1970, segundo a folha. Sua fortuna se deve à uma associação com uma grande firma que operava com negócios do metal prata no mundo, chegando essa firma a ter em mãos 10% de toda prata mundial. Esse foi o início da carreira meteórica de Naji Nahas que passou a ficar famoso, a ser o midas do mercado, a ser idolatrado como o "empresário" de visão, a ter espaço livre nos corredores da política, e especialmente da Justiça. No dia 4 de Junho de 1989 a folha noticiou: "Bolsas do Brasil são as que mais rendem em 88". Foi uma entrevista com o presidente da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, Sérgio Barcellos, que dizia: "...infelizmente há uma grande desconfiança na estabilidade das regras no Brasil...". Ele dizia na reportagem que ficava indignado com isso, pois todo mundo fora do país se perguntava por que o brasileiro não investe mais na bolsa, país carente que precisa de investimentos. O presidente voltava de um seminário no Japão e chegou a ponto de comparar a bolsa do Rio com a de Tóquio dizendo que eles, os japoneses, estavam atrasados. Era muita burocracia e os negócios iam primeiro para o terminal e só depois que eram avaliados os negócios eram fechados. "Na bolsa do Rio os negócios são fechados automaticamente na boca do posto". Os investidores estavam felizes, mais gente era convocada para entrar nas bolsas, em reportagens que se seguiram e muitos investidores se esqueceram que uma moratória estava sendo imposta pelo presidente José Sarney e a comissão do FMI estava no Brasil apertando de todos os lados. A bolsa era um mundo, o Brasil era outro. Mas no dia 9 de Junho, inesperadamente as bolsas de São Paulo caíram de repente 5% com algum boato. O boato que era verdade e ninguém esperava, era que o empresário Naji Nahas tinha ludibriado a bolsa com um cheque sem fundo de NCz$ 30 milhões. O fato nem parecia tão grave assim, pois no Sábado apenas uma notícia sobre o fato apareceu no caderno de Economia da folha: "Cheque sem fundo de Empresário derruba Bolsas". A notícia dava conta que a Bovespa havia caído 5,6% e a Bolsa do Rio 4,5%. Segundo a reportagem eram dois cheques sem fundo, um de NCz$39 milhões e outro de NCz$300 milhões. Fora outros ainda desconhecidos, se estimava que seriam NCz$500 milhões. Mas o mais preocupante era que se noticiava que na segunda-feira nenhuma bolsa de valores no Brasil estaria aberta. Foi o que bastou para pegar todos os investidores desprevinidos e gerar pânico no mercado de ações brasileiro. Bolsa fechada? A reportagem dizia não ter encontrado o empresário para falar e explicar o que ocorreu. Na verdade, em reportagens publicadas posteriormente se descobre que Naji Nahas estava dentro do Banco Central dizendo que não ia colocar seus bens para pagar nada. Apenas aceitava devolver as ações que não honrou, mas nunca colocaria seu patrimônio, pois tinha agido de maneira legal. O fato então se tornou nacional com o minstro da fazenda Maílson da Nóbrega se negando a colocar dinheiro público para salvar bolsa ou empresas. O gráfico ao lado mostra a enxurrada de reportagens que então dispertou o interesse público e colocou mais pânico no mercado nacional. De apenas uma reportagem por dia, no dia 14 de Junho praticamente todo o caderno de Economia só falava sobre a fraude de Naji Nahas, com 14 reportagens sobre o assunto. No dia 12 de Junho a folha saía com a notícia: " Caso Nahas impede abertura das Bolsas hoje". O presidente da Bolsa do Rio correu desesperado para algum financiador cobrir os cheques, o que se mostrou em vão conforme reportagem "Mercado acionário quer financiador para Nahas". Uma quantidade enorme de informações começou a aparecer e explicar o processo. Naquela época você podia comprar ações sem ter dinheiro, pegando emprestado de um financiador e pagando 5 dias depois. Então, mesmo sem dinheiro, se o mercado subisse você poderia vender suas ações, fazer dinheiro e pagar o financiador depois. No entanto o que Nahas fez foi pegar dinheiro de um financiador e comprar ações. Antes de pagar esse financiador com as altas das ações ele vendia e pegava mais crédito com outro financiador para comprar mais ações e no dia seguinte vendia. Pegava mais dinheiro com outro financiador e comprava mais ações com as altas do dia seguinte. O primeiro financiador só receberia no quinto dia, o segundo no sexto dia depois do primeiro, o terceiro no sétimo e assim por diante. Quando se esgotavam os dias o processo começava novamente.
As coisas mudaram com o passar dos anos, e os modais de ataques especulativos também. Muitos utilizam-se do mercado acionário de forma criminosa. Os fundos abutres são um claro exemplo disso e nossas empresas e mercado de ações não estão livres.
O que acontece hoje com a Petrobrás, principal responsável pela queda vertiginosa do Ibovespa e demais pregões pelo mundo é de uma irresponsabilidade sem precedentes, e o pior, protagonizado por quem deveria defender a empresa.
O maior escândalo, visível a olho nu, é a forma como a Petrobrás vem recebendo ataques. O que deveria ser tratado como ¨sigilo de justiça¨ , para salvaguardar o capital da empresa, ocorre apenas quando os nomes de políticos e partidos, são ligados a oposição ao governo. Ocorrências de corrupção são pré julgadas pela grande imprensa e divulgados de forma apátrida e irresponsável. Diariamente os ataques noticiosos minam o valor de mercado da Petrobrás...até quando irá aguentar e quanto mais suas ações cairão não sabemos. De certo temos apenas a convicção que ¨eles¨ não vão desistir da conduta especulativa, até que a estatal vá a banca rota. Nunca se observou neste país atitude lesa pátria mais contundente e perversa.
Não precisamos mais de Nahas, Soros e fundos abutres para nos mandar para o ¨limbo¨, agora temos uma imprensa COVARDE, um Legislativo inoperante que não conhece suas responsabilidades perante o patrimônio que ora ajudam a minar, ao não se definirem logo como ¨base, e um Judiciário OMISSO, que vem pendendo apenas para ¨um lado¨, em clara demonstração que SIM, a justiça é cega neste país.
Que fique bem claro um fato. Todo aquele que não precisa de TV, Jornais, Revistas e Internet para pensar, saberá contar esta história no futuro.
Se a Petrobrás estará neste futuro, de certo é que, todo aquele que tiver um patrimônio a investir em ações, e não necessitar resgatá-lo por alguns anos, compre agora na ¨baixa¨, as ações da Petrobrás. Por quê? Oras, fiquem certos de uma coisa, a PETROBRÁS é muito maior que uma P-36, seu patrimônio nos últimos DOZE ANOS tornou-se muito sólido, e é muito mais difícil agora ¨sabotá-la¨, para que mude finalmente de nome.



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