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terça-feira, 15 de abril de 2014
ESCREVENDO CIDADE TIRADENTES
O Complexo Habitacional Cidade Tiradentes é um texto, isto é, seus conjuntos e aglomerados residenciais não podem ser compreendidos isoladamente, mas como partes que, relacionadas entre si, formam um todo organizado de sentido.
Como todo texto, porém, Cidade Tiradentes não foi escrito a partir do zero e nem fora do contexto histórico. Sua melhor leitura deve levar em conta o processo de colonização do Brasil, caracterizado pela divisão do território em capitanias e das capitanias em sesmarias. A Sesmaria dos índios guaianá, por exemplo, abrange o território de Guaianases, onde foi instalada a Fazenda Santa Etelvina que, por sua vez, deu origem ao atual Distrito de Cidade Tiradentes.
E os legítimos autores desse texto somos nós, descendentes dos índios e dos negros escravizados por mais de três séculos, dos imigrantes estrangeiros aqui chegados após a abolição, dos migrantes brasileiros filhos da industrialização e da urbanização brasileira.
Como autores – e também como leitores – carregados de sonhos e de memórias de outros lugares da Cidade ou do País, acrescentamos a esse texto novas estruturas sintáticas, que o expandem em novos períodos, parágrafos e capítulos.
Escrever Cidade Tiradentes é, portanto, um trabalho constante leitura e releitura, para que possamos nos apropriar de nossa identidade e, assim, tomar as rédeas do nosso destino.
Subprefeitura Cidade Tiradentes
Assessoria de Comunicação
ROTEIRO DA EXPOSIÇÃO
1 – A Colonização
> Sesmaria dos Guainá - mapa
> Santa Cruz de Cabrália, na Bahia – 1500.
> Igreja Santa Cruz do Lajeado, em Guaianases – (...).
> Santa Cruz das Almas, em Cidade Tiradentes – década de 1920.
Significado da Santa Cruz
Não se pudera nem melhor nem mais altamente descrever que coisa é ser escravo em um engenho do Brasil. Não há trabalho nem gênero de vida no mundo mais parecido à Cruz e Paixão de Cristo que o vosso, em um destes
engenhos. Bem aventurados vós, se soubéreis conhecer a fortuna do vosso estado e, com a conformidade e imitação de tão alta e divina semelhança, aproveitar o santificado trabalho.
Em um engenho são imitadores de Cristo crucificado, porque padeceis em um mundo muito semelhante ao que o Senhor padeceu na cruz e em toda a sua paixão. A cruz foi composta de dois madeiros, e a vossa em um engenho é de
três. Também ali não faltaram as canas, porque duas vezes entraram na paixão: uma vez servindo para o centro do escárnio, e outra vez para as esponjas em que lhe deram fel. A Paixão de Cristo foi de noites sem dormir, parte foi de dias sem descansar, e tais são as vossas noites e os vossos dias.
Cristo despido e vós despidos; Cristo sem comer, e vós famintos; Cristo em
tudo maltratado, e vós maltratados em tudo. Os ferros, as prisões, os açoites, as chagas, os nomes afrontosos, de tudo isto se compõe a vossa imitação, que, se for acompanhada de paciência, também terá merecimento de martírio.
Trecho de um sermão do Padre Antonio Vieira, proferido
a um grupo de negros escravizados num engenho, em 1633.
Fonte: Uma história do negro no Brasil, 2006, p. 72.
2 – Fazenda Santa Etelvina
3 – Prestes Maia, o primeiro conjunto – 1975
4 – Conjuntos Santa Etelvina, polêmica do marco fundador – 1981 / 1984
5 – Lutas e Conquistas Sociais
6 – Criação do Distrito e da Subprefeitura – 2002
7 – Atualidade
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