Os arquitetos Walter Makhohl e José Borelli Neto, responsáveis pelo projeto do Hospital Cidade Tiradentes, implantaram o que existe de melhor no mercado internacional, obtendo um resultado que lhes proporcionou uma Menção Honrosa do Instituto de Arquitetos do Brasil, em 2006, pela categoria “Edifícios: Obras Construídas – Modalidade Institucional”.
O projeto arquitetônico valoriza a preservação do meio ambiente e a preocupação em oferecer espaços agradáveis e confortáveis para pacientes, médicos e funcionários. Desta forma, foram criados jardins internos que podem ser vistos de todas as partes do hospital, inclusive da UTI. Também há clarabóias que permitem a entrada de luz natural e um sistema de armazenamento de energia solar, que conta com mais de 100 painéis coletores que irão aquecer a água utilizada no dia-a-dia. Isso representará uma economia de 25% no consumo total de energia.
A iluminação da entrada é feita por pequenos postes com luminárias duplas de vapor de sódio, mais econômicas e mais eficientes, sendo ecologicamente melhores que as unidades de vapor de mercúrio.
Ao chegar ao hospital, a primeira visão é a fachada, onde foram instalados 1.800m² de brises, peças pré-moldadas em concreto, formada por retângulos e quadrados simétricos, que servem para proteger a fachada e tem a função de sombreamento, ou seja, proporciona a redução da carga térmica nos ambientes internos.
Para oferecer rapidez e alta resolução aos resultados dos exames a Secretaria Municipal da Saúde está equipando o hospital com tecnologia digital. Todos os exames de diagnóstico e imagem serão feitos pelo sistema PACS (Picture Archiving Communication System), de última geração e também utilizado em grandes centros hospitalares da rede privada.
Além de aumentar a quantidade de exames realizados, diminuindo as filas de espera, a digitalização do serviço de radiodiagnóstico propiciará maior rapidez nos laudos, aumentará a eficiência e precisão da resposta médica, possibilitará um maior controle dos exames, e irá gerenciar o armazenamento e distribuição das imagens de forma mais ágil.
Uma das principais preocupações durante o processo de planejamento e construção do novo Hospital foi criar uma estrutura que estimulasse o atendimento humanizado da população que busca por ajuda. A área de atendimento em saúde mental, por exemplo, funcionará como hospital-dia, com a função de facilitar o atendimento do paciente com transtornos psiquiátricos em crise e, ao mesmo tempo, apoiar seu processo de reinserção social e familiar.
Outra característica importante de humanização é a acessibilidade. Todos os setores foram projetados para acolher pacientes com necessidades especiais. Placas de informação em braile e pisos em alto relevo com textura foram instaladas em todos os andares para atender aos portadores de deficiência visual. Rampas e banheiros com barras de apoio e piso antiderrapante garantem a segurança e o acesso dos idosos e cadeirantes. No anfiteatro, com capacidade para 180 lugares, há espaços para cadeirantes e poltronas para obesos.
Outra característica importante de humanização é a acessibilidade. Todos os setores foram projetados para acolher pacientes com necessidades especiais. Placas de informação em braile e pisos em alto relevo com textura foram instaladas em todos os andares para atender aos portadores de deficiência visual. Rampas e banheiros com barras de apoio e piso antiderrapante garantem a segurança e o acesso dos idosos e cadeirantes. No anfiteatro, com capacidade para 180 lugares, há espaços para cadeirantes e poltronas para obesos.
A unidade comporta 270 leitos para internação e tem capacidade para atender a 25 mil pacientes por mês. O HM Cidade Tiradentes é o quinto maior hospital do município e é o primeiro hospital municipal a ser gerenciado por uma OSS (Organização Social de Saúde), a Casa de Saúde Santa Marcelina, que já administra, junto ao Governo do Estado de São Paulo, as OSS do Itaim Paulista e Itaquaquecetuba.
O Hospital Cidade Tiradentes foi entregue pela Prefeitura da Cidade de São Paulo em 1º de julho de 2007. Ele beneficia mais de 530 mil pessoas da região de Cidade Tiradentes/Guaianases. O custo total da obra foi de R$ 97 milhões em obras e instalações de equipamentos.
O HM Cidade Tiradentes será referência direta para 31 UBS (Unidade Básica de Saúde), três AMA (Assistência Médica Ambulatorial), dois Hospitais e dois Pronto-Socorros da região de Cidade Tiradentes e Guaianases.
Foto: Vagner Vital
